Autor Tópico: Helioterapia (continuação)  (Lida 1511 vezes)

Agosto 21, 2009, 09:32:29 am
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ogodier

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Cuidados

Os Cuidados Observados e os Efeitos Obtidos

Por todo o mundo, existem sanatórios onde se realizam, com relativo êxito, as mais diversas curas, entre elas as dos «tuberculosos cirúrgicos», assim designados para se distinguirem dos que enfermaram por tuberculose pulmonar: coxalgia, mal de Pott, peritonite tuberculosa, etc. Luis Ponce de León foi pioneiro nestes tratamentos.

Por tentativas e observações, foi sendo alargado o leque de afecções que passaram a tratar-se pelo sol e o ar, e incluíram-se nele os transtornos nutritivos e digestivos, os ferimentos das mais diversas origens e muitos dos problemas antes considerados do âmbito de algumas das complicadas especialidades da medicina.

A atenta observação dos pacientes submetidos ao efeito conjunto do ar e da luminosidade Solar, parece demonstrar que a maravilhosa melhoria do estado geral, e consequentemente também local, é paralela à ligeira e harmoniosa pigmentação da pele. Não tem a ver com os bronzeados bruscos e forçados resultantes da perigosa exposição directa e prolongada ao Sol, porque estes doentes, na maior parte dos casos, não se expõem ao Sol. É interessante verificar que até os músculos, cuja redução pareceria lógica, pela suspensão de qualquer esforço durante os períodos dos tratamentos (por vezes longos), se revelam, pelo contrário, com uma maior performance.

Se estes resultados se podem observar em enfermos (e entre nós, quem é que não é já enfermo?), com maior razão ainda devem as pessoas que se julgam sãs procurar conservar o seu vigor e robustecer as suas energias mediante o contacto frequente com o Sol e o ar, em ambientes não poluídos, o mais afastados possível das cidades, evitando sempre as desnecessárias e contraproducentes exposições prolongadas ao Sol.

Esclarecimentos

Considerações Acerca da Exposição ao Sol

Foi a Naturopatia que fez com que se esclarecesse o verdadeiro papel desempenhado pela pele (órgão glandular e nervoso mais determinante que o fígado, e possuidor de múltiplas funções, das quais dez são já conhecidas). E isto, quando a pele era considerada um simples revestimento de protecção. Foi possível dar-se conta de que este órgão, em parte atrofiado pelo uso do vestuário, é susceptível de regeneração, por sinal bastante rápida, sob a influência do ar e da luz.

Quando se fala de insolação – acidente devido ao mau emprego do sol – é absolutamente necessário evocar que, só por falta de uma utilização racional deste medicamento da natureza pode ocorrer um tão desagradável fenómeno, de graves – verdade se diga, muito graves – consequências. Pela incapacidade científica em estabelecer esta distinção capital, escreveram-se contra o sol uma infinidade de artigos tendenciosos, disparatados e absurdos.

Não existem no nosso tempo mais razões para discutir os benefícios que se podem obter, na regeneração do organismo e no seu reequilibro psicofísico, através do ar e da luz (esta com as suas diversas e moderadas radiações). Todos juntos, associados à benéfica ionização atmosférica, influenciam os pigmentos e activam os capilares e filamentos nervosos. Estes efeitos estimulantes são nulos no contacto com a lã ou o algodão, já para não falarmos nas fibras e outras matérias sintéticas (produzidas pelas desumanas indústrias do lucro fácil).

Os resultados são completamente demonstrativos, bastando que se observem os prodígios ocorridos nos sanatórios helioterápicos, como o que Rollier fundou em Leysin, ou Bernhardt em Saint Moritz, ou ainda Rikli, em Veldes (Áustria).

Como podemos compreender, a moderada exposição ao sol merece considerações que vão além da simples higiene, o que já não seria pouco, e tanto quanto nos é dado saber, ocorrem afortunadas e indiscutíveis transformações físicas e psíquicas, garantes de um muito satisfatório equilíbrio.


INSMEB

para mais informações podera visitar o Site:

www.institutomedicinabiologica.com



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