Autor Tópico: Helioterapia  (Lida 2087 vezes)

Agosto 17, 2009, 12:32:07 pm
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ogodier

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Conceitos de Arnold Rikli


 O Ar não é outra coisa do que o nosso meio natural”

(Arnold Rikli).

O Meio Natural do Homem é a Atmosfera

Até mesmo na actualidade, a verdade que nos serve de título - «O meio natural do homem é a atmosfera», proferida pelo médico suíço do séc. XIX Arnold Rikli – não é compreendida com o seu justo e real valor pela maioria das pessoas.
 

Ainda se “protegem” exageradamente as crianças do meio que lhes é próprio, mantendo-as em ambientes fechados, calafetando as frestas das portas e das janelas, e ainda assim acendendo aquecedores e carregando-lhes sobre a pele complicadas vestimentas. Chega a parecer uma estratégia de defesa, contra um inimigo cruel e implacável!

Sem dúvida que as nossas concepções da saúde e da Vida, são no mínimo, ridículas, comparadas com o que Rikli demonstrou saber destes assuntos, comprovando-o na prática, com o extraordinário êxito das curas que orientou.

Nesta matéria, como em tantas outras, coube à Naturopatia (designação geral para todas as ciências médicas tradicionais do ocidente) o mérito de desfazer preconceitos e dar a conhecer as vantagens que o organismo pode retirar do ar luminoso, quando a ele se expõe o corpo semi-descoberto (1). As práticas iniciais foram empíricas, mas as sucessivas experiências, observações, controlos e metodologias permitiram elevá-las a Ciência Médica.

Nota: (1) Tanto a Naturopatia como a escola filosófica que a apoia – a Escola Naturista – não concordam com a prática do nudismo, considerando-o inútil e desnecessário, visto não contribuir directamente para os objectivos que delineiam os seus postulados. Infelizmente, algumas associações nudistas apoderaram-se do termo “naturismo” e estão a usá-lo sem a menor lógica, chamando “naturismo” àquilo que deveriam designar por “nudismo”.
Alexis Carrel

Este Entusiasta do Naturismo Desconhecia a Influência dos Raios Solares?


 Quando Alexis Carrel (Prémio Nobel da Medicina) afirmou, na sua obra “O homem, Esse Desconhecido”, que “...não se sabe nada ou quase nada sobre a influência dos raios solares...”, não pudemos deixar de ficar entre a surpresa e a indignação: surpresos pelo seu desconhecimento de que nessa época e antes dela – desde há muitos séculos –, já se efectuavam com êxito tratamentos através da exposição aos raios solares; indignados, se admitirmos a possibilidade de que ele o sabia.
 

Como podia não saber?, se esses tratamentos nunca deixaram de ser aplicados? E logo ele, que era um médico muito pouco convencional (apesar do dogmatismo da sua escola alopática), mostrando em certas circunstâncias da sua vida que até o milagre era digno de atenção e investigação, chegando a deslocar-se a locais onde fenómenos inexplicáveis ocorriam e mesmo a observá-los!

Continuarão a permanecer um sombrio enigma as razões que o levaram a escrever tal afirmação, pois mesmo em termos de investigação científica, já por volta do ano 1750 haviam sido encetados trabalhos, por Spallanzani (1729–1799), sobre a acção bacteriológica do sol; em finais do século XVIII, Loreti chegou a resultados conclusivos do efeito do sol na tuberculose; Faure, em 1774, e Le Peyre e Comte, em 1776, publicaram trabalhos resultantes da investigação da “acção luminosa e térmica solar sobre as úlceras”; em 1793, na Alemanha, Christoph Wilhem Hufeland (1762–1836) – catedrático da Universidade de Berlim, director da Academia Militar de Medicina e Cirurgia e médico da câmara do rei da Prússia – dedicou, nas suas obras, a atenção que este assunto merece, tendo influenciado a Faculdade de Gottinga a oferecer um prémio, em 1796, ao melhor trabalho sobre “a acção da luz solar no organismo humano”; em 1800, o médico francês Bertrand escreveu uma obra intitulada “A influência da luz nos seres orgânicos, na atmosfera e nalguns corpos químicos”; e assim por diante, em 1815 Canvin, em 1818 Girard, em 1819 Doebereiner, em 1820 Lachaine, em 1828 Hauterive, em 1845 Bonnet, em 1852 Tenck, em 1855 Rikli, em 1877 Downes e Blut, em 1878 Thaeu e Barcty, todos apresentaram as suas teses, pontos de vista, tratamentos, e resultados de investigações sobre o efeito dos raios solares, acerca dos quais Carrel afirma que “...não se sabe nada ou quase nada...”. Pela nossa parte, este conhecimento é um dos que evidenciamos pelo elevado grau de certeza que apresenta.

INSMEB / Portugal

Agosto 20, 2009, 14:47:53 pm
Responder #1

Miguel Gomes

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Interessante.

Gostava que continuasse a aprofundar estes textos que aqui colocou.

Por exemplo como é um tratamento típico.

Que resultados se obtêm. Em quanto tempo.

Obrigado

Agosto 21, 2009, 10:03:35 am
Responder #2

ogodier

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Olá Miguel,
terei todo o gosto em  "postar" mais alguns artigos do género sempre que me for possível!

Um Abraço