Autor Tópico: Problema levantado pelo Sr. José Faro durante a discussão pública parlamentar  (Lida 15890 vezes)

Junho 10, 2008, 00:17:20 am
Responder #45

suntzu

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O problema é exactamente esse...Eu ando à pouco tempo nisto, mas tenho lido e visto a evolução das coisas.
Andam de costas voltadas porquê?! Se o que ambos querem é "dignificar" a MTC, não deverá ser dificil chegarem a acordo em certos pontos de vista...
Mas isto sou eu quem o diz...
Para os amigos a suavidade da Primavera, para os inimigos a rudeza do Inverno

Junho 12, 2008, 02:13:48 am
Responder #46

Tuska

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Boa noite a todos,

Lamento não ter acompanhado a discussão desde o início, mas lamento ainda mais que o André a tenha abandonado - o que não significa que não o compreenda.

Tenho acompanhado, e trabalhado, neste assunto desde o início, daí a falta de tempo para vir ao fórum.

Respeito imenso a forma como o Nuno se debate sobre este assunto, quanto mais não seja porque todas as pessoas que reflectem tamanho empenho, dedicação e interesse, merecem todo o meu respeito, mas (e há sempre um mas nestas coisas), há algumas posições assumidas que revelam distracção ou ingenuidade.

Por exemplo (permite-me que escreva directamente para ti, Nuno), quando dizes que não pode haver eleições porque não existe uma classe Profissional... Não prestaste atenção à parte do documento onde se define a composição das comissões (CRPA, CAA e CAP)e que reza assim:
"3.2.1. O Conselho de Regulação Profissional da Acupunctura é constituído pelos
seguintes membros e comissões:
• Um representante do Ministério da Saúde.
• Um representante do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
• O representante da Acupunctura na Comissão Técnica e Consultiva das
terapêuticas não convencionais (CTCTNC).
Um profissional eleito pelas Associações/Federações.
• Um profissional nomeado pelo Ministro da Saúde sob proposta de 3 nomes
indicados pelo representante da Acupunctura na CTCTNC."

Não vou voltar a chover no molhado referindo a auto-nomeação do representante da Acupunctura na CTCTNC, esse assunto é uma questão ética e moral e, como tal, cada um fará o juízo que a sua consciência ditar.

A minha observação é muito mais prática... Se as actuais Associações/Federações, têm legitimidade para eleger um representante, porque é que não têm para eleger três??

Não vale a pena apanhar ideias daqui e dali, isso só nos vai baralhar. Digam o que disserem, sobre boas intenções, sobre más intenções, sobre boicotes, lobbys, o que quiserem, o que interessa é o que está escrito. E o que está escrito é extremamente interessante - aconselho uma leitura atenta do código deontológico, a parte dos recursos é fantástica... Em caso de aplicação de sanção por parte do JCPA, recorremos para quem?? Para o JCPA!!! Brilhante!! É pena que esta regra não se aplique ao sistema judicial português, acabava-se logo com o arrastar de processos durante anos.

O problema neste processo é que, quaisquer que sejam as voltas que se dê ao documento, vamos sempre parar ao mesmo sítio... Ao monopólio, à concentração de poder... O que é uma auto-nomeação? O que é um recurso para o próprio organismo que proferiu a decisão? O que é um período "transitório" de 10 anos?

A ser verdade o que o Nuno proclama, que nunca se poderiam manter à frente das Comissões "até que a morte os separe", porque será criada uma "Ordem", que num estado de direito isso nunca seria admitido (apesar de quererem que seja admitido que quem legisla, aplique - o que vai contra as regras) então porque é que isso não está escrito no documento?? Quem é que vai criar a "Ordem" se não faz parte das competências de nenhuma das Comissões??

Eu também posso dizer que vou ganhar o euromilhões esta semana, mas só terei alguma hipótese se preencher o boletim e jogar... Esta Comissão não preencheu o boletim.

Quanto às sessões de esclarecimento... Eu estive presente na que já houve, felizmente só lá estive meia-hora!!! Nuno, acho que foste bastante brando na tua descrição. Confesso que não fui lá para ser esclarecida, 1º porque o que eu preciso saber é o que está escrito e proposto para ser a regulamentação. 2º porque nenhuma das pessoas que foram lá para nos esclarecer, têm a capacidade - leia-se poder - para fazer alterações ao documento, só porque nós até tivemos boas ideias... Isso teria que ter sido feito antes.

Fui lá para saber se haveria novidades. Mas não, continuava tudo na mesma... Precedido de um belo discurso a apelar à união de todos os acupuntores, uma vez mais, o velho discurso do "Dr. Sr. Mister" Pedro Choy a boicotar tudo. Não se ficaram por aí, ainda se atiraram à Dra Sílvia Correia - Directora da APA-DA, e não Presidente, o Presidente ainda é o Dr Pedro Choy. Não foi nada que me espantasse, vindo de quem veio, mas devo confessar que ainda fico chocada com a falta de nível de certas pessoas que não têm amigos que lhes digam "como não tens o mínimo de educação, talvez seja melhor absteres-te de falar em público... Já agora, também não escrevas em sites". Mas pronto, é o Alberto João da Acupunctura.

Tudo isto para dizer Nuno, que ainda bem que das 9 pessoas que foram assistir à sessão, "apenas" 4 estão ligadas à APA-DA, ainda bem que a sala estava vazia, ainda bem que só perdi meia-hora, porque, para assistir a "esclarecimentos" desta natureza, nem saio de casa.

Agora o meu apelo... Faltam 18 dias para terminar a discussão pública. Participem, queixem-se, reclamem, proponham alternativas, opinem... Ouçam quem vocês quiserem, leiam os fóruns, mas façam o mais importante, leiam o documento, as vezes que forem precisas, como se nunca tivessem ouvido falar deste assunto. Ignorem, se conseguirem, os ataques pessoais, as acusações... Mas participem na discussão pública no site da DGS, isso sim, é importante. A parte dos ataques pessoais até pode animar um fórum, mas não altera uma proposta de regulamentação irrazoável e injusta.

Um último apelo a ti Nuno :) Não entres tu também no filme do "Dr Sr Mister" Pedro Choy. Ele é Doutor porque tem o Doutoramento da Univ. de Chengdu. Se não dás credibilidade à Univ. de Chengdu, concordo que não o devas tratar por Dr, mas aí trata-o apenas por Pedro, desde que seja com respeito, o título não interessa. ;)

Boa noite a todos, e boa leitura.

Tuska
5º ano da APA-DA

Junho 12, 2008, 11:21:06 am
Responder #47

Milonga

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Bom dia colegas e amigos.Gostei da resposta da Tuscka. Sem ser tendenciosa revela maturidade, imparcialidade e distanciamento de todo o processo. Confesso que deixei de participar neste fórum Pq. achei que havia sobretudo muita falta de respeito e demasiada prepotência. Penso que as discussões poderiam ser bem mais produtivas se porventura houvesse um interesse comum claro ou seja a dignificação da Medicina Chinesa.
Nelson

Junho 14, 2008, 17:49:29 pm
Responder #48

Nuno Lemos

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Boas, uma vez que se decidiu continuar com esta discussão (algo que muito me apraz porque é das poucas coisas que temos para discutir o futuro da nossa profissão), achei no direito de responder às tuska. Começo pelka primeira citação:

"Por exemplo (permite-me que escreva directamente para ti, Nuno), quando dizes que não pode haver eleições porque não existe uma classe Profissional... Não prestaste atenção à parte do documento onde se define a composição das comissões (CRPA, CAA e CAP)e que reza assim:
"3.2.1. O Conselho de Regulação Profissional da Acupunctura é constituído pelos
seguintes membros e comissões:
• Um representante do Ministério da Saúde.
• Um representante do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
• O representante da Acupunctura na Comissão Técnica e Consultiva das
terapêuticas não convencionais (CTCTNC).
• Um profissional eleito pelas Associações/Federações.
• Um profissional nomeado pelo Ministro da Saúde sob proposta de 3 nomes
indicados pelo representante da Acupunctura na CTCTNC."


Penso que será necessário distinguir várias coisas diferentes: ;)
1 - uma coisa é a nomeação ministerial de um representante para cada uma das medicinas não-convencionais (muito diferente da suposta auto-nomeação).
2 - outra coisa é a relação que se forma, durante um processo de regulamentação com as nossas particularidades, entre a comissão e as diferentes associações do sector. Obviamente que não se espera conduzir um processo desta magnitude sem o trabalho conjuunto das diferentes associações. ;)
3 - o profissional eleito pelas associações/federações não está como representante da classe. pretende-se com isto "acertar agulhas", de acordo com a minha leitura (que admito pode ser ingénua), durante o processo de regulamentação, garantindo análises imparciais. Esse representante é escolhido no sentido de se poder ter várias partes a trabalhar no processo, garantindo a diversidade de opiniões durante o mesmo, e a salvaguarda de um trabalho credível para os profissionais das diferentes associações que se revejam num determinado representante. ;)

Mas isto é muito diferente de se eleger um representante de uma determinada classe. Neste sentido, não vejo como isto se incompatibiliza com o que defendi atrás. Quanto às associações elegerem 3 representantes:
1 - a razão pela qual se pretende continuar com os actuais representantes na comissão deve-se ao seu trabalho (compreendo que este argumento não caiba na cabeça de muita gente);
2 - o modelo foi assim definido porque conseguia garantir que os representantes da nossa área seriam em maior número e, desta forma, se diminuiria a possibilidade de intervenção de terceiros (como aconteceu no passado) mais interessados em bloquear o crescimento da nossa profissão.

Relativamente ao JCPA nem tinha dado relevância a isso. Mas é, sem dúvida, uma questão pertinente. Já que achas que não vale a pena colocar questões à comissão eu irei colcá-la (gosto de perder tempo... lool).

Quanto à minha distração e ingenuidade. No fundo creio que todos nós soframos do mesmo. Para mim, é um pouco dificil ver o Sr. José Faro como uma dirtador cheiod e inetersses particulares que vão contra a profissão. Fui aluno dele e trabalho com ele há bastante tempo. Não coincide com essa ideia que muito fazem. Além do mais, assisti, em primeira mão ao esforço hercúleo que foi feito pelas pessoas envolvidas sem ganharem nada com isso (além de perderem tempo e dinheiro).

Relativamente à Ordem: a comissão existe para regulamentar a profissão. Definir qual o conhecimento base necessário para se definir um acupunctor e definir os moldes legais e éticos da sua prática. Após conclusão do processo, em que já se definiu a clases profissional e os membros constituintes, não tem lógica a existência d euma comissão de regulamentação. A comissão pode aumentar o tempo de trabalho de regulamentação caso existam atrasos no processo de credibilização (se não estou em erro). Mas ela não tem enquadramento lógico numa classe formada e bem definida. Aí caberá aos profissionais elegerem o seu representante de direito. É uma situação muito diferente.

Não concordo com a tua posição relativamente a estas discussões públicas. Se as pessoas não quiserem ir e preferirem enviar as suas ideias e dúvidas para o site da DGS também concordo. Mas não creio que devamos negar nunca a hipóteses de encontro directo. Muitas coisas são mais facilmente compreendidas se faladas directamente. Eu acredito no confronto directo e na participação activa e social. Não defendo uma acção social mas paralela a todos os outros grupos (já sei que alguêm vai querer comentar esta frase - só para dizer que tenho a resposta como devem ter advinhado).

Quanto aos ataques pessoais, também não concordo com eles. E não concordei com muitas das coisas ditas por certa pessoa (por algumas até concordo mas nunca naquele contexto). Mas, como desves ter percebido, se leste muitos dos textos de outras pessoas colocadas no meu blogue. parece que os mais "cotas" gostam deste tipo de coisas. Se fores ver como tudo começou  facilmente perceberás que nem foi a comissão ou a APAMTC que iniciou este tipo de ataques. Na realidade, eles surgem como resposta. Mas acho que são uma perda de tempo, em particular naquele tipo de discussão. ;)

Relativamente ao Sr. Pedro Choy: eu não quero saber se ele tem doutoramento ou não. Nem quero saber do seu título para nada. Eu não gosto de títulos e pelo que percebi na discussão na assembleia da república, ele também não lhes tem muito amor. Por mim, até pode ser o maior acupunctor de todos os tempos. Não faço a miníma ideia.  ;)

Agora, não posso concordar com publicidade enganosa. Não posso concordar com os ataques feitos na tão famosa carta à ministra da saúde (e quem defende essa carta, não creio que me possa chamar de ingénuo, ou vir criticar supostos lobbies). Não posso concordar com a atitude do Sr. pedro Choy de enviar informações que se mostraram falsas e colocar em causa todas as medicinas não-convencionais. Mais uma vez, os títulos não me interessam para nada. Quando afirmo isto não digo que não lhe tenha respeito, digo somente que não concordo com algumas das suas acções.



Junho 15, 2008, 03:13:00 am
Responder #49

Tuska

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Boa noite,

Começo por agradecer ao meu amigo Nelson, pelo seu comentário, principalmente porque quando o escreveu não sabia quem era a Tuska...

Também agradeço ao Nuno por continuar a usar o seu tempo a escrever, não que eu esperasse outra coisa, pela paixão que se sente nas suas palavras, como já referi.

Agora o conteúdo...

Como é óbvio, um verdadeiro representante da Classe só existirá quando existir uma Associação Pública Profissional, com um Presidente eleito por todos os Acupunctores legalmente habilitados a exercer, nisso concordo contigo.

Quanto aos teus pontos:

1 - Não compreendo se te referes à nomeação ministerial para o CTCTNC, ou para o CRPA, CAA e CAP. Se é para o CTCTNC, recuso-me a falar do passado porque não estava lá e porque, como as "estórias" divergem, recuso-me a opinar com dúvidas. Agora, se te referes aos representantes dos Ministérios para as Comissões a criar após a publicação da regulamentação, é óbvio que aí não vamos poder intervir, e concordo que façam parte da Comissão, partindo do princípio que serão pessoas interessadas em ajudar no processo. Se te referes ainda ao profissional nomeado de entre os 3 nomes propostos pelo representante da Acupunctura no CTCTNC, então aí muda tudo... Continua a "cheirar" a monopólio, tenha ele o nome que tiver.

2 - Nada a apontar, a não ser o facto de que esse trabalho conjunto deveria ter sido iniciado há mais tempo. Mas, o importante, é que o documento se encontra (ainda que parcialmente) em discussão pública, portanto, que a colaboração se dê agora.

3 - É precisamente para poderes ter várias visões a trabalhar no processo, que deverias ter 3 acupunctores eleitos pelos membros das actuais Associações/Federações. Logo aqui há um pequeno (grande) lapso linguístico, o profissional não deveria ser eleito pelas Associações, mas sim pelos associados... Há uma grande diferença entre "eleições" por todos os acupunctores membros de Associações, ou "eleições" que poderiam ser realizadas pelas Assembleias das Associações, certo? É claro que os órgãos das Associações foram eleitos pelos seus membros, mas isso não significa que tenham o direito (quanto mais não seja "apenas" moral) de decidirem por nós quais serão os profissionais que irão fazer parte das Comissões.
Quanto à salvaguarda do trabalho credível, um "representante" numa Comissão composta por 5 elementos, não salvaguarda nada, por muito que queira.

Quanto ao 2º grupo de observações:

1 - Pois não, este argumento torna-se absolutamente descabido segundo a regra "quem legisla não aplica". Se para muitos se trata de uma regra irrelevante, para muitos outros trata-se de um garante de transparência no processo legislativo. Claro que é facilmente contornável com um "ok, eu legislei, não aplico, mas aplica o meu "amigo"". Contornável, ou não, é, a meu ver, uma regra importantíssima, e, neste ponto, acho que vamos continuar em desacordo. ;)

2 - Se fossem eleitos 3 acupunctores pelos membros das actuais Associações, os Acupunctores continuariam em maioria  ;D. Agora entra a minha dose de ingenuidade, sim eu também sou bastante ingénua... Mas eu acredito nas nossas Associações, pelo menos nas que conheço - admito não conhecer todas. Acredito no trabalho que fizeram durante todos estes anos, tanto em relação aos critérios de credenciação dos profissionais, como em relação ao meritório trabalho que fizeram em prol da criação da Lei. Têm o meu voto de confiança para continuarem com o trabalho. Não querendo menosprezar o trabalho que o Dr José Faro teve no CTCTNC, não nos podemos esquecer que o representante foi eleito (teórica ou efectivamente, não me interessa) pelas Associações, para elaborar a proposta de regulamentação, não para a aplicar, logo, é perfeitamente justo que, as Associações que tiveram a legitimidade para o eleger, tenham agora a legitimidade para eleger quem irá colocar em prática a regulamentação. (e não me venhas dizer que quem me disse que o Mundo era justo me enganou, porque eu já perdi toda a ingenuidade que podia durante este processo!!! Deixa-me conservar alguma... :D)

Quanto ao JCPA... Pois, o Código Deontológico - o anexo - é um bocado absurdo... Não sei quem o fez, não sei quem auxiliou, mas não me parece que tenha tido a participação de alguém ligado ao Direito... E isso de não valer a pena colocar questões à Comissão, parece-me que estás a querer ser redutor na interpretação das minhas palavras... Mas eu não levo a mal :)!! Não é que não valha a pena, parece-me que o Dr José Faro está bastante receptivo a sugestões, apenas digo que não tem o poder para chegar à DGS e dizer "Esperem lá, que eu quero alterar o documento aí em meia dúzia de pontos.". Caso não queira alterar, e opte por tentar justificar a intenção por detrás do documento, aí é que não serve mesmo de nada, porque as intenções, infelizmente, não vêm escritas no documento e, uma vez mais (começo a tornar-me repetitiva) o que interessa é o que está escrito.

"Quanto à minha distração e ingenuidade. No fundo creio que todos nós soframos do mesmo. Para mim, é um pouco dificil ver o Sr. José Faro como uma dirtador cheiod e inetersses particulares que vão contra a profissão. Fui aluno dele e trabalho com ele há bastante tempo. Não coincide com essa ideia que muito fazem."

Acredito em ti. Continuo a afirmar que não faço juízos de valor acerca de pessoas que não conheço. Até gostei do "discurso" na sessão de esclarecimento (tirando a parte do Mister), não tivesse sido seguido pelo outro discurso... Mas também tens que admitir que, para quem não conhece as pessoas, para quem não sabe das "intenções" por detrás do documento apresentado, a auto-nomeação para colocar em prática a regulamentação é, no mínimo, suspeita. E digo-te isto tratando-se do Dr José Faro ou de outro nome qualquer, sem ponta de demagogia.
Em relação à distracção, é apenas porque às vezes parece-me que não leste o documento todo... Pelo menos com bastante atenção. ;)


Em relação à Ordem, volto a dizer, devia constar das competências do CRPA a criação da mesma. Não constando, não a poderão fazer. Tão simples quanto isto. Claro que isso não significa que os Acupunctores não a possam criar, mas só a poderão criar após a extinção do CRPA, caso contrário, haveria conflitos de competências. O CRPA só deveria existir até à criação da Ordem - e não a Ordem poder existir a partir da extinção do CRPA - assim, o CRPA teria mesmo um estatuto "transitório", e não um transitório "sabe-se lá até quando". E a Ordem seria criada pelos Acupuntores, para os Acupunctores e para a Acupunctura. Parece-me justo... Eu e a justiça... Pois, é problema que tenho que resolver!!!

"Não concordo com a tua posição relativamente a estas discussões públicas"
Eu só disse que não iria a mais nenhuma, o meu masoquismo tem limites (ao contrário do meu Fogo do Fígado!!). Até disse que as pessoas deviam ouvir várias opiniões, escrever nos fóruns, etc. Só chamei a atenção para o facto da discussão pública ser no site da DGS, e não aqui nem em nenhuma sessão de esclarecimento. Lá é que é importante opinar, deixar críticas, comentários e, principalmente, sugestões. Claro que se as pessoas se limitarem a ouvir, sem lerem o documento de uma ponta à outra, várias vezes e com calma, de nada serve, pois aí só falará a ingenuidade e a credulidade ou, como o povo gosta de chamar, o "emprenhar pelos ouvidos". É só isso que eu defendo, uma análise consciente do documento, abstraindo-se de todos os comentários. Após isso, aí sim, conseguirão ouvir e absorver os esclarecimentos, e até os insultos, de uma forma mais racional e justa (lá estou eu outra vez...).

No outro dia, um holandês perguntou-me "Porque é que chamam Dr a um Advogado? Os Drs estão nos Hospitais e tratam pessoas..." Por isso, Dr Nuno, para mim será sempre Dr Pedro Choy, Dr José Faro, e até eu serei "Dra da China", como diz a minha filha... Até para as crianças, os Drs são as pessoas que tratam da nossa saúde.

Em relação aos ataques, acredito que por detrás de qualquer acção, há uma intenção. Não sei qual é e não quero saber, já te disse que já perdi grande dose da minha ingenuidade neste processo. Há coisas que não me agradam, como já referi (Alberto João da Acupunctura), não pelo uso da palavra, direito que não nego a ninguém (mesmo que quisesse não teria como  :)), mas pela maneira como as coisas são ditas. Há a crítica, há o comentário, e depois há a falta de educação e a falta de respeito. A crítica só tem piada (leia-se "só merece resposta") quando é feita com nível, no momento em que se perde o respeito, perde-se a razão. Mas as acções ficam para quem as pratica (as leis do karma adaptadas à sabedoria popular  ;D).

E agora vou estudar, se não, não passo no exame e a minha filha não me pode chamar Dra da China!!

Só mais uma coisa Nuno, fico a aguardar comentários ao Hulk!!!  ;D

Boa noite e bom estudo para todos,

Tuska


Junho 15, 2008, 21:22:13 pm
Responder #50

Rogerio Nunes

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Mais uma vez volto ao forum, onde as conversas se cruzam de uma forma autista e para de certa dar a minha humilde opinião, não sem antes ter lido atentamente, tudo o que foi escrito.
De tudo o que li não supreende de modo nennhum as posições e posturas de cada um, mas não posso deixar de pensar que em todos aqueles que reagem, respondem opinam, ainda existe neles uma "virgindade" e uma "acreditar" que neste país as coisas se resolvem de forma transparente, em que aquando da resolução de um problema se olha à "classe" aos interesses desta ou daqueles que mais dependem destas decisões, que no fundo serão sempre os que trabalham e os que menos ganham.
Tudo isto para dizer:
O Jose Faro foi nomeado por quêm?
Penso que foi uma nomeação politica... certo?
Como se tomam as decisões ao nivel politico e social em Portugal nos ultimos anos?
Eu respondo:
Uma nomeação politica é antes de tudo uma nomeação que tem a ver com uma subordinação ao poder e ao interesse politico, dos superiores interesses do Governo e da entourage politica que está umbilicalmente ligada ao poder politico, logo a democracia aqui não interressa para, rigorazamente, nada, os interesses são "superiores", e as formas de negociação passam apenas por situações ém que as propostas que são postas à mesa da negociação são - "É assim!" ou então "É assim!".
Não foi isto que se passou com o Código do Trabalho, com o encerramento dos SAP's, com a reforma na Administração Pública?
Estamos perante um poder autista, envolto em apadrinhamentos e compadrios ... e sinceramente penso com tristeza que estamos aqui perante uma destas situações, o José Faro foi nomeado e pronto! está nomeado!
Procurem situar os personagens em causa sobre um apno de fundo de interesses e ligações politicas e vão ver que não vai ser dificil chegar a uma conclusão.
Hoje, nos tempos em que vão correndo apetece-me citar a velha frase dos Anarquistas "Não gastes o teu voto, que é única garantia que tens da democracia"
É isto hoje verdade como um punho o Povo vota, tem o azar de eleger uma maioria, e logo essa maioria passa a governar ao serviço de todos os interesses menos da grande maioria do Povo humilde que a elegeu, basta para isso fazer cumprir a disciplina partidária aos deputados da maioria.
Por tudo isto digo que o problema não está na APA-DA, não está no número de horas na pratica clinica, está em ser da APA-DA ou de alguma associação que não esteja "controlada".
Finalizo simplificando existe assim tanta boa vontade sejamos pragmáticos!
Interessa saber se os proffisonais que saiem das várias escolas serão bons profissionais ou não ... certo?
Então
1º Pacificamente aceitem-se as várias escolas (como se fossem colégios particulares no ambito do ensino)
2º Façam-se exames nacionais, iguais para todos, que podem e devem ser teórios e práticos se quiserem
3º Quanto à prática faça-se porque não pedem os alunos o patrocinio de um profissional já com carteira prossional (tal qual os Juristas), e depois de um estágio com um patrono, depois de uma ano por exemplo passa a poder inscrever-se na ordem, e a ser acupuntor como todos os outros.
Quanto aos Dr's, aos Mr.'s aos mentores da intilengicia deixo isso à vossa consideração...
Agora deixem que deixe aqui o desafio, não sejamos ingénuos, e se queremos fazer este caminho devemos faze-lo juntos e unidos, mas conscios de tudo e todos aqueles que nos rodeiam.
Um abraço a todos...

Passo a passo se faz o caminho...

Julho 31, 2008, 12:43:27 pm
Responder #51

MANU

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Boas,

Sou estudante em acupunctura na França (escola Chuzhen).

Nao li tudo aos pormenores, mas so queria dizer que vocês têm muita sorte de poder debater com o governo da possibilidade de reconhecerem a pratica da MTC por nao medicos. Estamos muito longe disso em França ...

Nao deixem escapar esta oportunidade, unicamente por meras razoes de pessoas  o "politicas".

Força.


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