Autor Tópico: Resposta á carta do Dr Choy dada pela esmtc  (Lida 24442 vezes)

Abril 23, 2008, 14:47:29 pm
Responder #15

Nuno Lemos

  • ***
  • Information Offline
  • Full Member
  • Mensagens: 218
    • Ver Perfil
    • Acupunctura
Eu não me julgo acima de ninguêm e não tenho problema nenhum em fazer qualquer exame que seja. Já fizx muitos e posso faze-los novamente. Por mais volto a dizer ninguêm é obrigado a fazer exame. Leiam os regulamentos  com atenção. ;)
Eu não tenho dúvidas de que existem imensas pessoas com boa formação em acupunctura. Também não tenho dúvidas de que existem imensas pessoas sem formação minimamente adequada e também não tenho dúvidas de que vocês sabem que existem pessoas sem formação nenhuma a exercer. Em primeiro lugar falava-se da necessidade da regulamentação para se distinguir o trigo do joio e agora quer-se aceutar toda a gente. Onde está, então, a coerência de argumentos. Parece-me que leram os meus textos mas preferiram passar por cima de muitos argumentos inconvenientes. ;)
Não penso que a escola superior onde dou aulas é superior às faculdades chinesas. Mas também não tenho dúvidas de que as melhores universidades chinesas não licenciam pessoas com um fim de semana por mês durante 4 ou 5 anos, sem aulas práticas e muitas sem horas clínicas. Se algum de vocês já foi à China, como eu fui, sabe do que é que estou a falar. Por mais não tenho dúvidas de que mesmo neste curso de fim de semana existem pesoas que se tornaram profissionais excepcionais e também não tenho dúvidas de que existem profissionais sem a mínima formação adequada. A forma como a regulamentação está feita permite definir quem são esses profissionais independentemente do curso. ;)
Quanto à CEE temos de ter cuidado. É verdade que a CEE quer aumentar a mobilização da mão de obra e dar hipótese às pessoas de se movimentarem no espaço comunitário. Mas para isso criou o tratado de Bolonha que pretende tornar iguais todos os curriculos de forma a permitir essa mobilização. A Medicina chinesa ou a acupunctura (como ficou designado)não estão totalmente regulamentadas em todos os países e ainda não existe um currículo base europeu. ;)
Não tenho dúvidas que em Espanha e noutros países se dão boas formações. Quanto a esse problema aconselho uma leitura mais atenta do documento da DGS porque vem lá muito bem explicado o processamento com currículos estrangeiros. ;)
Pensar na classe? Eu penso na classe profissional. E sei que se formarmos uma classe profissional com cursos de fim de semana e com nenhuma hora prática com poucas horas teóricas a classe profissional perde a credibilidade e, muito provavelmente, a autonomia. Por mais volto a dizer: ainda não existe uma classe de acupunctura. A regulamentação serve para poder definir essa classe. É isso que se está a fazer no momento presente. ;)

Quanto a parecer que o actual representante tem interesses financeiros eu gostaria de saber auis? se calhar foram as horas intermináveis de trabalho não pago que ele gastou para conseguir fazer isto. Ou se calhar foi o dinheiro gasto da APAMTC para traduzir documentos. Serão isto interesses financeiros? Valle muito a pena ir por aqui porque ainda não percebi quais são esses interesses financeiros.Infelizmente esqueceram-se de discutir a parte da minha resposta que fala do Sr. Pedro Choy. ;)
Desde quando esta lei está feita à medida da ESMTC? O curso base proposto tem 4 anos. O curso da ESMTC tem 5 anos. As horas lectivas da ESMTC chegam às 5000 muito acima do exigido no curso proposto pela comissão. Por mais, tanto quanto sei, a nova universidade (uns dias é universidade outros é escola superior) tem um curso definido superior a estes parâmetros e não é prejudicada por este decreto de lei. É ´reciso saber distinguir o curso da universidade (?) nova do Sr. Pedro Choy e os cursos de fim de semana da APA-DA. Ninguêm disse que a nova universidade não estava apta a ensinar ou que o seu curriculo não era válido. Mas essa escola está aberta há 2 anos somente. Ainda não teve tempo de licenciar nenhum aluno. Mas o seu curso, volto a repetir, está dentro dos parâmetros aceitados. Volto também a repetir que este curso base foi definido assim de forma a proteger a autonomia profissional e a garantir uma formação base boa para todos os praticantes. ;)
Já se perguntaram a razão pela qual recebem um currículo de Chengdu? Porque razão não foi a universidade de Beijing como era tão desejada pelo Sr. Pedro Choy? Façam estas perguntas a vôces mesmos. E depois pensem se realmente os cursos de fim de semana credibilizam ou dão formação boa às pessoas. Lembrem-se que a vossa resposta vai definir o tipo de crdibilidade profissional da nossa profissão.
Imaginem que se aplica o mesmo para a medicina, enfermagem, radiologia, rtadioterapia, medicina nuclear, dietética, fisioterapia, etc... ;)

Abril 23, 2008, 15:03:40 pm
Responder #16

Nuno Lemos

  • ***
  • Information Offline
  • Full Member
  • Mensagens: 218
    • Ver Perfil
    • Acupunctura
Uma vez que aundo publiquei a minha resposta foi publicada outra passo a responder. desculpem-me as 2 resposta seguidas. loooooooool :D
Volto a repetir que muitas das questões fulcrais já foram debatidas publicamente e que inclusivamente a APA-DA, pela representação do Sr. João Catarino, faltou ou recusou-se mesmo a participar. Isto depois do Sr. Pedro Choy ter delegado funções no processo ao Sr. João Catarino (também ele director dos cursos da APA-DA) e de ter concordado com a nomeação do actual representante de acupunctura. Volto a dizer que o processo de nomeação foi feito com o conhecimento e participação de todas as associações do sector. ;)
O actual representante está ligado a uma escola tal como todos os membros das diferentes associações concultados inicialmente estão ligados a uma escola. Isto deve-se, principalmente, ao facto de que os principais representantes das diferentes associações possuirem escolas diferentes. Seria um pouco difícil encontrar um representante português que não estivesse ligado a uma escola. Mas preferia que fosse quem? Um delegado da Ordem dos Médicos que não está ligado a nenhuma escola? Tinha de se escolher alguêm dentro da profissão que percebesse do assunto e tivesse muitos anos dentro da carreira. ;)
Quanto a todos os acupunctores devem participar no processo. Mas quem são todos os acupunctores? Todos aqueles que exercem actualmente? Eu conheço pessoas que nem o primeiro ano de curso completo tem e começaram a exercer. Conheço pessoas com 2 ou 3 palestras que estão a exercer como acupunctores. É isso que compreendem como credibilização da profissão? ;)
O processo de regulamentação já pretende fazer as correcções. E volto a dizer que não se procura proibir ninguêm de exercer. Neste aspecto as coisas são bastante claras. Novamente aconselho uma leitura do documento da DGS mais atenta ou então uma leitura da minha resposta onde se fala deste mesmo problema que podem encontrar no meu blogue.

Cordialmente
Nuno Lemos ;D

Abril 23, 2008, 15:32:34 pm
Responder #17

Miguel Gomes

  • *****
  • Information Offline
  • Sr. Member
  • Administrador
  • Mensagens: 457
    • Ver Perfil
    • Neturalmente

Nuno, se continuo aqui a questionar o texto de regulamentação, depois de o ter lido e depois de ter lido os teus textos é porque não concordo com o que está escrito.

E volto a dizer que há de facto pontos que deveriam ser discutidos e não é permitida a sua discussão.

Porque razão está a esmtc/apamtc em vantagem sobre todas as escolas de acupunctura do país?

Ou seja,
Conselho para a Regulação Profissional da Acupunctura (CRPA) - 2 Representantes em 5 (outras escolas/associaçóes têm em conjunto 1 representante)
Comissão de Avaliação Académica - 1 representante em 3 (outras escolas/associaçóes têm em conjunto 1 representante)
Comissão de Avaliação Profissional - 1 representante em 3 (outras escolas/associaçóes têm em conjunto 1 representante)

Se o "processo de regulamentação já pretende fazer as correcções." não pode em si mesmo ser um processo irregular e dominado por uma associação/escola. Como o Pedro disse há aqui muitas questões pertinentes a serem debatidas!

Abril 24, 2008, 00:07:28 am
Responder #18

Nuno Lemos

  • ***
  • Information Offline
  • Full Member
  • Mensagens: 218
    • Ver Perfil
    • Acupunctura
Como já disse no passado, o actual representante foi eleito por despacho ministeria´l (se não estou em erro) após a consulta às associações profissionais. Essas associaç~poes todas juntas elegeram o professor Faro. Daí ele estar sempre eincluído. Mais volto a dizer que a ideia de ele continuar até ao fim da regulamentação é no sentido de ter presente uma pessoa que tenha passado pelo processo todo e que saiba como as coisas ficaram de se fazer. Não é no sentido de se dar poder a uma escola em particular. Qua poder ganhará a escola com isso? ;)
De qualquer forma venho aqui informar-vos de algo que decerto agradará a todos. Foi-me comunicado pela Prof. Deolinda - que juntamente com o Prof. José Faro ocupa a direcção da ESMTC - para eu passar a mensagem ao maior número de pessoas de que irá existir uma reunião de esclarecimento público, com o Sr. José Faro (representante da área da acupunctura) para todos os interessados. Ainda se está a tentar definir o dia e o local. Mas mal ele seja comunicado eu passo-vos a vocês.
Peço que comuniquem isto a todos os vossos colegas para que compareçam. ;D

Abraço
Nuno Lemos

Abril 24, 2008, 01:18:25 am
Responder #19

Miguel Gomes

  • *****
  • Information Offline
  • Sr. Member
  • Administrador
  • Mensagens: 457
    • Ver Perfil
    • Neturalmente


O mtcforum.net está disponível para espalhar a palavra pelo maior número de pessoas possível! :)

É só dizeres quando e onde! :)


Abraço

M. Gomes

Abril 24, 2008, 13:28:22 pm
Responder #20

Andre

  • *
  • Information Offline
  • Sr. Member
  • Membro MC
  • Mensagens: 480
  • www.drandrecostasilva.com
    • Ver Perfil
Será que o mais importante é o aparecimento de alguém num programa da tv popular nas manhãs semanais cujo grupo alvo é indistinto e em que se brinca com um esqueleto humano chamado “ Óscar”?
Será o que importa para a dignidade duma profissão médica é a aplicação de agulhas num programa televisivo da “chalaça” em que alguém é picado como exibição do tipo Vilar de Perdizes?
Ou talvez a propagação de inúmeras clínicas com um nome pessoal pelo país fora, lembrando outras célebres clínicas de cariz convencional, será a melhor propaganda da Medicina Tradicional Chinesa?
Talvez a criação dum mito pelos “media”, sabe-se lá como, isso sim seja o mais importante?
“Quem não aparece na TV não é gente!”. Aparecendo na TV aparece-se na Imprensa! E até na Rádio!
Aceito que muito foi divulgado, mas feito em proveito dum grupo de clínicas e não só.
A inveja é uma coisa tão feia.

“Democracia”?
Meus caros senhores, pelo menos a mim, nem à memória do meu Mestre, não me vêm dar lições de democracia.
Não vos vi, nem antes, nem durante o 25 de Abril. Eu estava lá e arrisquei a vida e a dos meus familiares. E é graças à minha acção e à de muitos outros que alguns hoje ousam falar dela como se fosse ( mais uma ) sua criação.
É certo que o snr. Choy teria então 14 anos.
Mas que é isto e que é que isto tem que ver com o assunto? Discurso da brigada do reumático na festa do Avante? Ou citação da famosa frase do mui nobre Avelino Ferreira Torres?

Como o Dr. Pedro não esteve "no" 25 de Abril, não tem direito a exigir, numa democracia, uma eleição democrática? Não sei se ria ou se chore.



Caro Nuno, não sei se sabe mas também ficou acordado "há 2 ou 3 anos" que o Dr. Faro não tomaria decisões sem consultar os mesmos que assinaram. qualquer coisa desse género, mas que uns escolheram ignorar :)

Citar
Caso contrário onde vai ele buscar o dinheiro das 3 escolas de fim de semana e onde vai ele buscar terapeutas para todas as suas clínicas? Mais uma vez pergunto onde fica a credibilidade da classe profissional e a solidez da nossa profissão nestas condições? Este é um problema que eu desenvolvi no meu texto e creio que é o problema base.
Que coisa mais mesquinha e escrita por alguém que aparentemente quer o melhor para a MTC.

Citar
Não penso que a escola superior onde dou aulas é superior às faculdades chinesas. Mas também não tenho dúvidas de que as melhores universidades chinesas não licenciam pessoas com um fim de semana por mês durante 4 ou 5 anos, sem aulas práticas e muitas sem horas clínicas.
Continua a falácia argumentativa.
O que interessa é o conhecimento com que se chega ao fim. Não é por estar todos os dias numa escola que vou saber mais. Quantas pessoas tiram cursos superiores, em regime pós-laboral, sem quase meter os pés na faculdade excepto para fazer exames? Será que um licenciado em Direito que faça assim o seu curso não pode concorrer à Ordem dos Advogados?
A Universidade de Chengdu parece não se preocupar muito com o tempo que os alunos desses cursos passam sentados numa cadeira e preocupa-se mais com os conhecimentos que os mesmos demonstram sob a sua observação. Gostam tanto que até convidam uns quantos para por lá ficar... mas não façamos disto um pissing contest.
Se não duvida que estes cursos formam bons e maus profissionais (tal como todos os outros, inevitavelmente), porquê sequer fazer a menção? Se no fim vão sempre haver bons e maus profissionais, formados pelas escolas, porque é que vai ser um exame a diferençar isso? Quem o vai corrigir? Quem são os "bons doutores" que nos vão julgar? ;)

Quanto à falta de lógica que enuncias no que toca à votação directa, tenho uma questão para ti: Existem cidadãos de primeira e de segunda? Pergunta-se aos cidadãos se têm QI superior a 50 antes de os deixar votar nas Legislativas, Presidenciais, Autárquicas ou Referendos Populares?
A noção é que a maioria decide. Seja ela qual for, o povo tem sempre aquilo que escolhe e merece. Não é um sistema perfeito mas é de longe o melhor e mais bem sucedido na história do mundo civilizado.
Como tal, não passa de falácia tentar passar a ideia de que "a pseudo-classe de profissionais de MTC" não está preparada para votar porque muitos dos votantes nem são profissionais com formação decente.
O busílis da questão aqui é que o Dr. Faro *sabe* que não seria ele o eleito e isso faz comichão tanto a ele como aos que têm interesse em que as coisas assim continuem.


Nuno, de todas as "respostas" que aqui publicaste, nenhuma endereçou o que o Miguel mencionou: da forma que as coisas estão escritas, o Dr. Faro fica basicamente com o monopólio das decisões presentes e futuras sobre o futuro da MTC em Portugal e por período indefinido.
A proposta de lei neste momento não está toda em discussão publica, apenas 2(!!) dos pontos.
Propõe-se uma "reciclagem" de 5 em 5 anos a que mais nenhuma classe profissional é sujeita. Mais espaço para lobbies e interesses.

Que tal isto para democracia? :)

Abril 24, 2008, 21:15:55 pm
Responder #21

abobora

  • *
  • Information Offline
  • Newbie
  • Membro MC
  • Mensagens: 4
    • Ver Perfil
boas
na carta da appa contestase uma lei,e a maneira como e composta.
A carta de resposta não é nenhuma resposta, apenas uma historia critiva para desviar as atenções.
Não e criticado o Sr. Faro, ou os menbros da sua associação mas sim uma lei.
relativamente á lei se a ler bem, não o que esta a discução, o resto.
uma lei perfeita para a criação de um novo monopolio, a formação em mtc e nem nos e dada permisão de contestar,pois isso não esta aberto a discução pública.
sem duvida uma lei democratica, será que estamos a recuar no tempo.
um bom dia da liberdade pra todos
manuel

Abril 25, 2008, 01:27:22 am
Responder #22

Nuno Lemos

  • ***
  • Information Offline
  • Full Member
  • Mensagens: 218
    • Ver Perfil
    • Acupunctura
boas, mais uma vez. lol. Fico muito contente por saber que ainda há pessoas que querem discutir isto. Desta forma, podem expôr as vossas dúvidas para conhecimento público. Sei que uma das coisas que interessa ao representante da acupunctura é conhecer as vossas dúvidas para melhor as poder responder. Espero que se marque rapidamente a reunião de esclarecimento público para que se possam tirar ainda melhor. Passo agora a responder às respostas enviadas. ;)

Quanto à inveja da primeira citação é algo que devem perguntar ao responsável. devo avisar que tanto quanto sei foram convidadas para esse tipo de programas outras pessoas em primeiro lugar que recusaram a participação nos mesmo devido aos moldes em que eram construídos. Portanto, não creio que exista muita inveja.

Quanto ao que ficou acordado há 2 ou 3 anos: fico contente por saber que afinal algumas pessoas tinham conhecimento de que existia a comissão e que tinha sido eleita de forma transparente e não através de pseudo-jogos que ninguêm compreende muito bem. Mas fica um pouco difícil tomar decisões quando o representante delegado pelo Sr. Pedro Choy, neste caso o Sr. João Catarino (creio que é nome correcto), falta às reuniões ou quando a própria APA-DA se recusa a participar.

Quanto a minha mesquinhice ela continua por cá. ;) Na realidade esse excerto está numa parte do texto onde me interrogo sobre a razão que levou o Sr. Pedro Choy a afirmar as coisas públicas que afirmou quando muitas não são verdade, como escrevo no artigo, e que se deve ter esquecido de comentar. As coisas importantes parece que passam ao lado.

Quanto à falácia argumentativa devo dizer o seguinte: concordo perfeitamente que o que interessa é o conhecimento com que se chega ao fim. É verdade que muitos alunos faltam a aulas teóricas e depois estudam a matéria e passam. E não é por isso que deixam de ser bons profissionais. O problema da falácia está aqui:
1 - parece-lhe que um curso com um fim de semana por mês durante 5 anos tem a mesma carga horária teórica e como tal a mesma quantidade de matéria que um curso com aulas semanais durante 5 anos?
2 - parece-lhe possível que o que afirmou sobre essas aulas se aplique a aulas práticas e a estágio clínico? Ou isso é irrelevante num curso de acupunctura? É que mesmo em direito os alunos são obrigados a frequentar os estágios. Os melhores exemplos seriam cursos práticos do ramo da saúde como a enfermagem, a medicina, a radioterapia, etc... Também nesses tem aulas teóricas que se pode faltar. Mas o mesmo não acontece com as aulas práticas ou com o estágio clínico. Pergunte a qualquer profissional de saúde se consideraria válido o seu curso se tivesse um fim de semana por mês durante 4 anos (termo das licenciaturas) sem aulas práticas ou sem estágios.
De qualuqer forma essa é a minha opinião sobre o que deveria ser a qualidade dos cursos. Creio que isso tem muito a ver com o meu conceito de credibilidade profissional. Admito a existência de opiniões diferentes. No entanto, a comissão não vai recusar a prática a ninguêm pelo curso que tem pelo que esta acaba por ser uma discussão secundária.

Qualquer curso tem bons e maus profissionais. Mas os cursos também são feitos de forma a tentar diminuir o número de maus profissionais que saem das escolas. Como afirmei, não tenho qualquer dúvida que existam pessoas com uma vocação enorme para a clínica na APA-DA. Mas como tirei um curso mais puxado e como dou aulas num curso mais exigente e como sei por prática que mesmo assim saem maus alunos imagino que num curso com critérios de conclusão mais baixos o número de maus profissionais possa ser mais elevado. Parece-lhe muito argumentativa a minha hipótese? ;)Parece-lhe que esta discussão tem sentido quando falamos de formar uma classe com uma formação base credível e apta a responsabilizar-se pela sua autonomia ou isto é mais uma falácia?

Mais uma vez volta o fantasma do exame. Volto a afirmar que ninguêm é obrigado a fazer exame. Leiam com atenção o que diz o documento da DGS. Na minha carta de resposta também explico isso.

Quanto às eleições autárquicas: é verdade que independentemente do seu QI qualquer pessoa pode votar.... desde que mostre provas que pertence àquela autarquia ou àquele país. Um espanhol não vota nas eleições americanas porque lhe apetece e é democrático. Não se pede o QI mas pede-se o BI. Continuando com esta falácia argumentativa pode-se então dizer que o que está em causa é poder estabelecer a existência de um país e definir quem é cidadão ou não e não definir quem é cidadão de segunda ou de primeira. De forma mais prática: está-se a definir quais os parâmetros mínimos aceitáveis para a prática de uma profissão de forma segura e capaz de garantir o respeito pela profissão e a nossa autonomia profissional. Mais uma vez escapou-lhe algumas questões importantes que eu coloco no meu texto.

Quanto à eleição e lobbies: os lobbies mais fortes devem ter sido as horas de trabalho que um conjunto de pessoas tiveram, para levar isto adiante, sem serem pagas (sem este trabalho nem falávamos em regulamentação neste momento)ou então o dinheiro que a APAMTC gastou na tradução de documentos importantes para o processo. São lobbies, sem dúvida, espectaculares. Se conhecerem outros gostaria de ser informado dos mesmos. Quanto à eleição já falei o suficiente e já foi bem explicado como se processou.

Só se encontram 2 pontos em discussão pública por despacho ministerial e não por vontade do representante. Uma das coisas pelas quais o representante gostaria que o documento viesse a público era exactamente no sentido de poder ser discutido e alterado. Mais uma vez volto a chamar atenção para as várias vezes que diversos pontos do codumento estiveram em discussão pública. Algumas vezes a APA-DA não se fez representar e outras recusou particpar nos trabalhos.

O Or. Faro não fica com o poder para sempre. Essa história dos 5 anos está enquadrada no processo de certificação. O que ela diz é que se alguêm que tiver de fazer exame e não quiser, tem 5 anos para continuar a praticar e para acabar a sua formação (é-lhe dado um certificado provisório). Por isso vem essa história dos 5 anos. Já falei também as razões que levaram à inclusão do professor Faro nessa comissão posterior. Também já referi que após a classe profissional estar formada é livre de fazer as eleições para os diferentes órgãos e eleger quem quiser para seu representante. de qualquer forma podem falar disto na reunião de esclarecimento público que vai haver. Que tal isto para democracia? ;)

Creio que também ficam respondidas as dúvidas colocadas pelo manel

Abraço
Nuno Lemos ;)





Abril 25, 2008, 14:31:59 pm
Responder #23

Andre

  • *
  • Information Offline
  • Sr. Member
  • Membro MC
  • Mensagens: 480
  • www.drandrecostasilva.com
    • Ver Perfil
Quanto à inveja da primeira citação é algo que devem perguntar ao responsável. devo avisar que tanto quanto sei foram convidadas para esse tipo de programas outras pessoas em primeiro lugar que recusaram a participação nos mesmo devido aos moldes em que eram construídos. Portanto, não creio que exista muita inveja.
Claro que não... assim o evidencia a referencia repetida das clinicas.

Citar
Quanto ao que ficou acordado há 2 ou 3 anos: fico contente por saber que afinal algumas pessoas tinham conhecimento de que existia a comissão e que tinha sido eleita de forma transparente e não através de pseudo-jogos que ninguêm compreende muito bem. Mas fica um pouco difícil tomar decisões quando o representante delegado pelo Sr. Pedro Choy, neste caso o Sr. João Catarino (creio que é nome correcto), falta às reuniões ou quando a própria APA-DA se recusa a participar.
Olha que não. Talvez queiras ler a acta e ver o tipo de pressão colocada pelo Prof. Emilio Imperatori da DGS. Ou então não faria diferença nenhuma... não sei.

Citar
Quanto a minha mesquinhice ela continua por cá. ;) Na realidade esse excerto está numa parte do texto onde me interrogo sobre a razão que levou o Sr. Pedro Choy a afirmar as coisas públicas que afirmou quando muitas não são verdade, como escrevo no artigo, e que se deve ter esquecido de comentar. As coisas importantes parece que passam ao lado.
Não me esqueci de nada. É apenas um pressuposto errado, mesquinho e que em nada interessa para o que a APA-DA/APPA/mais associações defendem para o futuro desta lei.
Sugiro que tu e o Sr. que escreveu a tal "resposta" a uma "não-resposta/não-pergunta" façam a matemática básica dessa mesquinhez. Número de licenciados pela APA-DA (-) (Numero de profissionais de MTC formados pela APA-DA por clinica (*) numero de clínicas). Depois subtrai o número de profissionais que já tinham formação antes sequer de existir a APA-DA e terás um número negativo giro e passível de eventualmente acabar com esses pressupostos erróneos e ridículos.
Mas adiante.

Citar
1 - parece-lhe que um curso com um fim de semana por mês durante 5 anos tem a mesma carga horária teórica e como tal a mesma quantidade de matéria que um curso com aulas semanais durante 5 anos?
2 - parece-lhe possível que o que afirmou sobre essas aulas se aplique a aulas práticas e a estágio clínico? Ou isso é irrelevante num curso de acupunctura? É que mesmo em direito os alunos são obrigados a frequentar os estágios. Os melhores exemplos seriam cursos práticos do ramo da saúde como a enfermagem, a medicina, a radioterapia, etc... Também nesses tem aulas teóricas que se pode faltar. Mas o mesmo não acontece com as aulas práticas ou com o estágio clínico. Pergunte a qualquer profissional de saúde se consideraria válido o seu curso se tivesse um fim de semana por mês durante 4 anos (termo das licenciaturas) sem aulas práticas ou sem estágios.
De qualuqer forma essa é a minha opinião sobre o que deveria ser a qualidade dos cursos. Creio que isso tem muito a ver com o meu conceito de credibilidade profissional. Admito a existência de opiniões diferentes. No entanto, a comissão não vai recusar a prática a ninguêm pelo curso que tem pelo que esta acaba por ser uma discussão secundária.
(...)Parece-lhe que esta discussão tem sentido quando falamos de formar uma classe com uma formação base credível e apta a responsabilizar-se pela sua autonomia ou isto é mais uma falácia?
Devo antes de mais salientar a falta de conhecimento sobre o que falas. Mais uma vez, são pressupostos errados no quais baseias um argumento. Como tal o argumento não pode ser válido, senão, vejamos:
1- Claro que sim. Como é que sabes que nesse tempo (que nem pareces saber quanto é exactamente) não se dá matéria suficiente para um mês ou menos? E estar em aulas todos os dias vai fazer com que não precise de aprender e estudar matéria?
A prova disso é que um aluno licenciado por "esse" curso não sabe mais per se do que um licenciado por "este" curso. Esse complexo de superioridade adquirida - que mais nenhum curso parece ter sobre outro - estraga tudo. Nunca li/ouvi alunos/professores/profissionais do IPN, por exemplo, com discursos desse género.
2- Aqui está mais uma prova de desconhecimento grave. O curso da APA-DA tem obrigatoriedade de estágio/prática clínica e/ou apresentação de casos clínicos a partir do 3º de 5 anos. Ou não era ao curso da APA-DA que se referia? ;)

Citar
Mais uma vez volta o fantasma do exame. Volto a afirmar que ninguêm é obrigado a fazer exame. Leiam com atenção o que diz o documento da DGS. Na minha carta de resposta também explico isso.
A tua interpretação/opinião é uma coisa, outra é o que lá diz. Como está agora, a porta fica aberta para critérios pouco ou nada objectivos, para lobbies de exclusividade de formação e para favorecimento de certos profissionais em detrimento de outros.

Citar
Continuando com esta falácia argumentativa pode-se então dizer que o que está em causa é poder estabelecer a existência de um país e definir quem é cidadão ou não e não definir quem é cidadão de segunda ou de primeira. De forma mais prática: está-se a definir quais os parâmetros mínimos aceitáveis para a prática de uma profissão de forma segura e capaz de garantir o respeito pela profissão e a nossa autonomia profissional. Mais uma vez escapou-lhe algumas questões importantes que eu coloco no meu texto.
Estás a pegar na questão pelo fim. Para isso acontecer, a lei já estará aprovada, aí então escolherão quem é acupunctor de primeira e acupunctor de segunda, a partir de critérios escolhidos por alguém.
O problema aqui é que o "alguém" não foi escolhido de forma democrática. Foi sonegado o direito democrático de deixar os acupunctores escolherem - à priori - quem os representaria. Depois disso, sonega-se o direito democrático desses mesmos acupunctores participarem na discussão pública.
Portanto, vejamos se falamos a mesma língua e da mesma coisa antes de avançarmos na discussão.

Citar
Quanto à eleição já falei o suficiente e já foi bem explicado como se processou.
Ou não. Comente lá a acta e o papel do Prof. Emilio Imperatori ;)

Citar
Só se encontram 2 pontos em discussão pública por despacho ministerial e não por vontade do representante. Uma das coisas pelas quais o representante gostaria que o documento viesse a público era exactamente no sentido de poder ser discutido e alterado. Mais uma vez volto a chamar atenção para as várias vezes que diversos pontos do codumento estiveram em discussão pública. Algumas vezes a APA-DA não se fez representar e outras recusou particpar nos trabalhos.
Claro que sim. Eu nasci ontem e nem sei como é que essas coisas funcionam. O despacho é ministerial por isso está tudo bem e não há a quem imputar culpas... lá teremos de aguentar, eheh.

Citar
O Or. Faro não fica com o poder para sempre. Essa história dos 5 anos está enquadrada no processo de certificação. O que ela diz é que se alguêm que tiver de fazer exame e não quiser, tem 5 anos para continuar a praticar e para acabar a sua formação (é-lhe dado um certificado provisório). Por isso vem essa história dos 5 anos. Já falei também as razões que levaram à inclusão do professor Faro nessa comissão posterior. Também já referi que após a classe profissional estar formada é livre de fazer as eleições para os diferentes órgãos e eleger quem quiser para seu representante. de qualquer forma podem falar disto na reunião de esclarecimento público que vai haver. Que tal isto para democracia? ;)
Muito bem... passamos do "poder para sempre" para a questão dos exames... Vejamos lá então este pormenor interessante:

"3.3. Mandato
Os membros manter-se-ão mandatados até concluído o processo de certificação em curso.
Depois de concluído o processo de certificação por equiparação os membros decidirão dos mandatos subsequentes." ;D

Democracia é poder decisório. Não é decisões serem tomadas e depois nos "esclarecerem" sobre elas.

Abril 25, 2008, 18:53:12 pm
Responder #24

Nuno Lemos

  • ***
  • Information Offline
  • Full Member
  • Mensagens: 218
    • Ver Perfil
    • Acupunctura
Boas André. ;)

Quanto à inveja e espero que para acabar com esse tópico. Duvido que exista muita. Na realidade há pessoas a fazerem acupunctura há mais tempo que o Sr. Pedro Choy em Portugal e se quisessem tinham muitas escolas e muitas clínicas. Mais uma vez te peço para não descontextualizares as afirmações que eu faço. Quando falei das clínicas do Sr. Pedro Choy também falei das escolas e foi no contexto de tentar compreender a razão que o levava a ter um comportamento estranho que não demonstrou publicamente durante todo o processo. É possível, evidentemente, que esteja errado. ;)

Quanto aos programas espero estarmos conversados. Quanto às clínicas deixo aqui o excerto de texto de forma a que não possa ser descontextualizado.

“Outro aspecto importante característico do lascismo profissional do Sr. Pedro Choy é a defesa do reconhecimento de todas as escolas do sector. Uma coisa é a regulamentação, outra diferente é o reconhecimento das escolas que devem obedecer ao curso base definido pela comissão.
Talvez no fundo seja daí que advêm todo este diferendo. Será que tudo isto não é mais que uma manobra do Sr. Pedro Choy para poder manter em funcionamento cursos de fim de semana que, manifestamente, são academicamente pobres apesar de financeiramente rentáveis? Será que no fundo isto não será uma manobra de conseguir manter um esquema que permite fingir dar uma formação às pessoas de modo a manter o funcionamento das suas clínicas privadas? ” ;D

Este texto também estava relacionado com a chamada problemática representatividade.

Quanto à pressão: o Sr. Pedro Choy veio afirmar publicamente que não se sentia representado pelo actual representante e que ele tinha sido imposto. No entanto depois viemos a descobrir que afinal ele não fora imposto e que o Sr. Pedro Choy inclusivamente teve presente na sua eleição e votou nele como demonstra a sua assinatura na acta de eleição. ;)

Agora foi sujeito a pressões? Explique-me como o Prof. Imperatori o obrigou a assinar num representante que ele não queria aceitar? Explique-me porque demorou 3 anos a vir a público protestar? Explique-me porque, enquanto tudo parecia estar bem, a APA-DA não se fez representar e recusou participar no processo (que alguns de vocês nem tinham sido informados correctamente como se depreende por outros textos). Explique-me porque é que a representante da MTC na OMS pensava, após um reunião da OMS em Lisboa, que o representante da acupunctura em Portugal era o Sr. Pedro Choy. E depois explique-me como é que ele está a ser a vítima no meio deste processo todo. Já agora elucide-nos sobre as pressões que o Sr. Pedro Choy e os outros membros foram expostos (comissão inclusive). ;)

A minha mesquinhice, aparentemente, está expressa neste textos:
“Caso contrário onde vai ele buscar o dinheiro das 3 escolas de fim de semana e onde vai ele buscar terapeutas para todas as suas clínicas? Mais uma vez pergunto onde fica a credibilidade da classe profissional e a solidez da nossa profissão nestas condições? Este é um problema que eu desenvolvi no meu texto e creio que é o problema base.”

Mais uma vez peço para contextualizar esta mesquinhice. Este texto surge em consequência da defesa, por parte do Sr. Pedro Choy, de que todos deveriam ser aceites imediatamente e todas as escolas aceites. Face a isto eu afirmei que:
1 – aceitar todas as escolas do sector seria um erro. Cursos de fim de semana não dão a formação adequada teórica nem prática. Pense no que disse sobre os cursos de medicina, radiologia, enfermagem, medicina nuclear, etc…. Isto pode colocar a nossa autonomia profissional e a credibilidade da profissão em risco (algo certamente mesquinho).
2 – levantei também a questão de saber então qual a lógica da regulamentação. Há uns anos falava-se da regulamentação para separar o trigo do joio e para garantir que quem exercia sabia o que fazia. Falava-se do problema de existirem imensas pessoas a exercer sem terem formação para tal. E agora aceita-se toda a gente? Onde está a coerência dos argumentos? (outro problema mesquinho que, parece, não me respondeu).

Em conclusão e face a este diferendo questionei, no texto, se os verdadeiros motivos do Sr. Pedro Choy para fazer a defesa destas alterações não seriam mais económicos que profissionais, tal como já foi exposto num texto acima. Sem dúvida que este pressuposto colocado neste contexto é mesquinho e errado. ;)

Relativamente à matemática básica desta mesquinhez, que nada tem a ver com o que foi escrito acima, devo dizer que não há números negativos (são abstrações matemáticas). Antes da APA-DA existir já existiam praticantes de acupunctura em Portugal. Antes do Sr. Pedro Choy começar a aparecer em Programas de televisão já existiam profissionais credíveis na área. Eu sei que não gosta da resposta apresentada na APAMTC pela mão do presidente de mesa. E sei que não gosta das evocações do 25 de Abril. Mas na carta está bem expresso que essa matemática mesquinha não está totalmente certa.

Se calhar falávamos de meta-matemática, e permite-me agora esta pequena divagação. Escreveste:

Sugiro que tu e o Sr. que escreveu a tal "resposta" a uma "não-resposta/não-pergunta" façam a matemática básica dessa mesquinhez. Número de licenciados pela APA-DA (-) (Numero de profissionais de MTC formados pela APA-DA por clinica (*) numero de clínicas). Depois subtrai o número de profissionais que já tinham formação antes sequer de existir a APA-DA e terás um número negativo giro e passível de eventualmente acabar com esses pressupostos erróneos e ridículos.

Repara que se eu subtrair todos os licenciados da APA-DA e acabar com o número negativo então estou a chamar ao Sr. Pedro Choy um número negativo. Na realidade antes da APA-DA existia o seu fundador. Logo não poderiam existir número negativos mas somente um número inteiro. Isto partindo do princípio que a origem dos tempos em Portugal começa com o Sr. Pedro Choy. Podes concluir, se quiseres, que a APA-DA foi fundada por um número negativo. Isso faria de mim o quê? Um Pitagórico? ;D

Espero que não tenhas levado a mal esta pequena brincadeira. Sugiro que no futuro deixemos de lado a matemática básica mesquinha e os teoremas metamatemáticos.

Nesta resposta também está presente, apesar de meio camuflado, o discurso da representatividade. Já o discuti anteriormente e não vou perder mais tempo com ele nesta resposta.

Quanto aos cursos: esta sim, é uma conversa paralela, mas que acaba por ter importância. Não me considero superior a ninguém. E mais uma vez digo que não tenho dúvidas que existem bons profissionais na APA-DA. Acho que já escrevi bastante sobre isto e se queres ir por aí aconselho então a fazeres a transcrição completa do que escrevi. ;)

Quanto ao desconhecimento do curso da APA-DA, tens razão. Eu desconheço totalmente a APA-DA e não sei do que estou a falar. Portanto vou deixar que sejam alunos da APA-DA a falar por mim. Aqui vão excertos de textos de conversas que tive com outras pessoas noutros fóruns:

“Olá, sou aluno do 2º ano da APA-DA e estou a adorar o Curso. É verdade sim que a frequência das aulas deveria ser maior e com mais componente prática, no entanto a matéria é dada de uma forma fácil de interiorizar, ”

“A apa-da resulta para quem é bastante auto-disciplinado e auto-didacta, pois só há 2 aulas por mes, ou seja um final de semana por mes, o que significa muito trabalho em casa, o que é bom para quem gosta de flexibilidade de horarios, e péssimo para quem tem menos facilidade em se auto-organizar.

As turmas sao enormes,, este ano fui ao primeiro dia de aulas, e assustei-me com as mais de 500 ou 600 pessoas presentes, mas ao que parece haviam muitos ex-alunos também a assistir.

Para que nao te iludas, o numero de desistencias é aterrador. Em turmas de duzentos, terminam 30 (se tanto), por isso a importancia da auto-disciplina. Acho que o curso é fraco, por isso terás que correr atraz de mais informaçao por ti proprio. ”

“Mas quero acrescentar, que apesar das poucas aulas, ao longo do ano, acontecem vários/muitos Seminários e muitas Formações, promovidas pela própria APA-DA, que servem de alguma forma como reforço às aulas.
Estes são pagos pelo aluno como formação extra curricular. A média de custo de cada seminário, ronda os 20/30 euros(há seminarios dois dias=20euros).

As turmas são em média constituidas por + ou - 100 alunos. Claro, que há desistências e chumbos tb.... a cada ano as turmas devem ir "mirrando" lol.


Pela primeira vez, a APA-DA, iniciou a chamada "prática clinica" que consiste em fazer-se um tratamento - a pelo menos um paciente- por ano-que constitui o "estágio".

Eu, de uma forma genérica, estou a gostar do curso. ”

Em 2006 a APA-DA de acordo com um aluno iniciou o estágio clínico que consiste no tratamento de pelo menos um caso. Impressionante. E em 2005? E em 2005? E em 2003? Etc… Além do mais um caso é absolutamente excepcional. Tenho alunos que no 3º ano chegam a ver 80 casos. Mas enfim eu não sei do que falo. Deixo agora a sequência de uma conversa de alunos da APA-DA sobre o tema com algumas contribuições de outras pessoas:

1º - “Alguém que me possa "situar". Ouvi dizer, relativamente à apa-da «"OBRIGAR cada aluno a tratar, em cada ano lectivo, pelo menos um doente, a qual contará para a nota final do respectivo ano.. numa das clinicas do Dr.Pedro Choy ou dos seus assistentes... o "doente" paga consulta inicial, um tratamento e uma consulta de revisão.........
...e, a isto chamam de: obtenção de treino clinico Prático.
agradecia que colega /alunos da apa-da podessem partilhar opinião sobre este assunto...”

2º - “Olá, se não concordas com a iniciativa, tens sempre a alternativa de ires fazer voluntariado para o PAS, o que no 2º ano até me parece preferível uma vez que, como ainda não tens bases de diagnóstico, não ganhas nada em fazeres o sistema da consulta porque o que te interessa agora é aprenderes a "picar", a fazer moxa, etc, o que conseguirás no PAS.

Para além disso, como é voluntariado, ninguém ganha dinheiro com isso, o que deve diminuir a tua revolta.

Não é que não compreenda a tua posição, mas também já consegui compreender a da Apa-da. Para mim, que estou no 4º ano, só tenho a ganhar em poder fazer um diagnóstico a um caso real, poder discuti-lo com um profissional... A não ser que se tenha conhecimentos no meio, não temos muitas oportunidades de o fazer.

Qualquer coisa, estou à disposição para ajudar.”

3º -  “Olá fui aluna da APA-DA e ninguem nos obrigou a fazer nada disso e nem contava para nota.

Era apenas uma das muitas formas de entarmos no mundo real que é bem mais duro que uma simples pratica de estágio.

É obvio que o profissional que nos esta a ajudar teria que ter a sua contribuição e não era só nas clinicas do Dr Pedro Choy, mas sim com quem achassemos que poderiamos contactar na nossa localidade.”

4º - “a propósito deste tema acho igualmente uma estupidez, porque as consultas são pagas ao preço normal, e como se não bastasse ainda somos avaliados!encontrar alguém para fazer de vitima já é praticamente impossivel, todos os colegas que conheço acabaram por levar a mãe ou o pai á consulta, e para os que não querem levar os pais tramam-se como éo meu caso que ainda não começei o caso clinico... e porquê? bem certamente não era eu que metia o meu corpinho nas mãos de uma pessoa que não tem o curso... mesmo que o aluno me pagasse as consultas, como já me aconteçeu...bem agora das duas 1 ou eu sou mesmo muito mau ou então não sei... mas também se cheguei onde cheguei é porque não devo ser assim tão mau...quer dizer pagar ao paciente para o tratar? sinceramente acho uma estupidez.
concordo com a ideia, mas se quisessem fazer as coisas bem feitas, punham as consultas de graça! cativavam mais os alunos, e até difundiam mais a mtc! agora propinas, livros, viagens e ainda pagar as consultas? aí está muito dinheiro!”

Se o que está aqui escrito ainda não bastar posso dizer-te que tenho colegas que também estiveram na APA-DA durante uns tempos. Até lá pensa em como explicar quais as condições para as aulas práticas nos hotéis onde são dadas as aulas. Também aconselhava a não entrares mais por este assunto nos próximos textos.

Continuamos com a falácia argumentativa? De matemática pura passamos para sociologia pura? Aconselho a leitura atenta do QI e do BI. Pelo que percebi é que temos pontos de vista diferentes: aquilo que chamas o fim eu chamo o início e vice-versa.

Relativamente à data do seu nascimento não faço ideia. Mas não creio que tenha sido ontem.

O segredo para se compreender essa frase está na certificação por equiparação. Aconselho um estudo aprofundado dessa matéria. Sabe o que quer dizer? Se soubesse, saberia que eles tem limite e quando eles acabarem acaba a comissão. Aconselho o estudo atento de: certificação por equiparação, aconselho também a leitura atenta de algumas respostas sobre a formação desta comissão e a sua manutenção. De qualquer forma se não tiver para estar com este trabalho aconselho a sua presença na reunião de esclarecimento público que vai haver.

Para terminar um pouco de democracia. Democracia não é só poder decisório. Na realidade essa ideia vem do sufrágio universal. E o sufrágio universal é assente na liberdade de expressão (ódio não incluído). Esta é a base da democracia em termos de vida social. Mas o seu segredo não está somente na liberdade de expressão mas principalmente no conhecimento. Saber do que se fala. Por isto estas discussões são tão boas. Dá para trocar impressões e aprender mais um pouco sobre os diferentes pontos de vista. Isto é a verdadeira democracia. Creio eu. ;D

Abraço
Nuno Lemos



Abril 27, 2008, 04:11:29 am
Responder #25

Marta Carmo

  • *
  • Information Offline
  • Newbie
  • Membro MC
  • Mensagens: 11
    • Ver Perfil
Não sei se venho acrescentar muito ao que aqui já foi dito, mas mesmo assim sinto-me no direito como aluna de um "curso de fim-de-semana" (como tem sido dito)de apresentar o meu ponto de vista...
Primeiramente acho que devemos primar pela educação, já que ataques pessoais na minha opinião são desnecessários, pois se entrássemos por aí muito teríamos a dizer!! ;D

Pelo que tenho lido vou percebendo que o grande problema será o facto de na APA-DA termos aulas apenas alguns fins de semana por ano. Todos nós sabíamos disso pois estava bem explicito quando nos inscrevemos neste curso, o que também estava e continua bem explicito é o facto de haver e-learning que serve justamente para podermos ter acesso a eventuais lacunas no nosso conhecimento, também sei que será difícil de compreender para quem tenha uma certa inércia de iniciativa própria ao conhecimento, é certamente mais fácil ficarmos apenas por aquilo que é dito nas aulas pelos professores, ou até mesmo nem estar com atenção nenhuma ao que se lá diz. Neste caso certamente que não será formado um bom profissional, nem na APA-DA nem em qualquer outra escola!Parece-me então um problema transversal a todas as escolas e a todos os cursos. ;)

Quanto ao que foi dito acerca de médicos tirarem cursos ao fim-de-semana, ao que sei até há médicos a exercer que não o são, isto já o sei há alguns anos, também professores houveram que há muitos anos davam aulas sem o serem (e até a directores chegaram...), psicólogos...embora não seja a regra, em todas as classes existem excepções, e certamente que a acupunctura não está imune a este facto, por isso não me choca nada que hajam pessoas que ao fim de um ano se achem capazes de abrir uma clínica(é errado mas acontece em todas as profissões, há sempre uns quantos "iluminados").

Achei curioso também a referencia ao esqueleto "Óscar", enfim mas o que deve ser feito para podermos ter uma classe digna? Esconder a acupunctura de todos? Manter as pessoas na ignorância do que se trata? Deve ser por isso que quando digo que estou a fazer um curso de acupunctura algumas pessoas me olham meio de lado...ainda há o pensamento que o acupunctor é um bruxo! Espeta agulhas em fotos! Será então errado demonstrar a quem assiste aos programas (que parecem desagradar a alguns)que há uma alternativa à medicina convencional? E se na verdade houve contactos para pessoas antes do Dr Pedro Choy desmistificarem o que é a acupuntura porque não foi feito? Qual é o interesse de esconder uma medicina milenar? Estariamos assim susceptíveis a ter os tais
"cozinheiros que depois de despedidos decidiram começar a exercer acupunctura porque eram chineses? Isso seria excelente para a dignificação da profissão e para assegurar a nossa utonomia profissional."
e como prosseguiu adiante dizendo, não é nada bom para a autonomia profissional, ora, esconder o que é a acupuntura da "chalaça" (e este termo infeliz não fui eu que utilizei primeiramente) é certamente errado!

Acho que a regulamentação de qualquer classe têm de estar de acordo com a DEMOCRACIA, (eu não estava cá no 25 de Abril de 74, mas cresci numa democracia) para ser exercida democracia existe um documento que serve de base a muitas coisas, nomeadamente a legislar, e como tal deve ser utilizado, o seu nome é constituição (tal como já referiu um colega anteriormente)e segundo o que vejo não me parece haver muita democracia neste processo todo, e inclusive já outros colegas levantaram o problema de haver uma representação vitalícia do cargo de representante.
Os problemas agudizam-se também noutros aspectos que ficaram menos claros para todos os que estudam ou que já exercem a acupunctura.

Será então muito benéfico que haja uma reunião onde nós que temos o curso de fim-de-semana possamos demonstrar que merecemos ser acupunctores, pois trabalhamos para isso, e para além do mais temos reconhecimento de   

      Universidade de Chengdu
   
      Universidade de Beijing
   
      CEDAT (Marselha)
   
      Fundación Europea de MTC (Madrid)
   
      PEFOTS - Paneuropean Federation of TCM Societies (Amesterdão)
   
      Federação Mundial WFCMS (Pequim)

o que a mim não me parece menos que o reconhecimento pela Universidade de Nanjing.

Abril 27, 2008, 16:01:25 pm
Responder #26

Nuno Lemos

  • ***
  • Information Offline
  • Full Member
  • Mensagens: 218
    • Ver Perfil
    • Acupunctura
Boas Marta. Eu concordo com muito do que disseste. Como disse no passado, não tenho dúvidas de que existem profissionais excelentes da APA-DA, pelo simples facto de que se dedicam a aprender. Toda o profissional que queira ser bom, mesmo depois de acabado o curso, é obrigado a continuar a estudar. Eu acabei o curso há 5 anos e ainda hoje sou obrigado a estudar.
Desde há 5 anos que fiquei responsável pelo ensino da acupunctura e, na minha experiência de professor, mesmo com curriculos coesos e exigentes há sempre algumas pessoas que nunca vão dar bons profissionais. Na minha óptica o objectivo deve ser evitar ao máximo que esse tipo de profissionais dominem o mercado (para bem da profissão). Por outro lado, muitas das nossas conversas tem-se focado mais na APA-DA porque a maioria das pessoas com quem se fala são da APA-DA. Mas eu conheço casos bem graves de pessoas que nunca tiraram um curso e estão a exercer. Posso dar-te exemplos: cozinheiros a fazerem acupunctura (se forem chineses tem um sucesso excepcional), alunos que desistiram no 1º ou 2º ano de curso (sem o terem completo) e começaram a exercer, pessoas que asistiram a 2 palestras e começaram a exercer. Há casos de praticantes bastante crónicos. Esses são ainda, aqueles, que mais nos deviam preocupar.
Uma das razões pelas quais criei o meu blogue foi exactamente pelo desejo de passar informação para leigos e para profissionais de forma a que as pessoas pudessem aprender com os textos ou passarem a sua prática através das respostas. Acredito sinceramente que todos nos podemos dar bem e aprender uns com os outros. Como disse, não me considero acima de ninguêm, e acredito erfeitamente que possa aprender coisas com profissionais da APA-DA.
Mas também devemos dar atenção ao facto de que se queremos uma profissão forte devemos garantir uma formação sólida. Hás-de reparar que a forma como a certificação está feita não proibe a prática a ninguêm. Imagina que uma pessoa não tem uma boa formação (e não digo especificamente alguêm da APA-DA). O que a comissão faz é dar-lhe um certificado proviório de 5 anos (durantes os quais pode exercer) e durante esse tempo a pessoa por ela ou nalguma escola faz a formação que lhe falta. No final desses 5 anos apresenta um protfolio onde estão 10 casos clínicos que ela tenha tratado. A pessoa continua a exercer, continua a aprender e quando receber o certificado definitivo podemos assegurar ao povo português de que temos profissionais com credibilidade. Achas que isto é errado?
Agora vou tomar um café com um amigo. Depois continuo. ;D

Abraço

Abril 27, 2008, 23:14:01 pm
Responder #27

Milonga

  • *
  • Information Offline
  • Jr. Member
  • Membro MC
  • Mensagens: 93
    • Ver Perfil
Mas também devemos dar atenção ao facto de que se queremos uma profissão forte devemos garantir uma formação sólida. Hás-de reparar que a forma como a certificação está feita não proibe a prática a ninguêm. Imagina que uma pessoa não tem uma boa formação (e não digo especificamente alguêm da APA-DA). O que a comissão faz é dar-lhe um certificado proviório de 5 anos (durantes os quais pode exercer) e durante esse tempo a pessoa por ela ou nalguma escola faz a formação que lhe falta. No final desses 5 anos apresenta um protfolio onde estão 10 casos clínicos que ela tenha tratado. A pessoa continua a exercer, continua a aprender e quando receber o certificado definitivo podemos assegurar ao povo português de que temos profissionais com credibilidade. Achas que isto é errado?"Isso muito sinceramente parece-me o Sindroma Bush (è uma asneira pegada). Parece-me que o Sr. Nuno e a escola que representa estão a querer ser os polícias da Acupunctura (ao estilo americano). Isso não faz sentido absolutamente nenhum. Senão vejamos: Temos uma  universidade  reconhecida pelo estado chinês e pelo ministério que tutela e controla a qualidade do  ensino da Medicina chinesa na china e por inerência no mundo, que pelo facto de  reconhecem a qualidade do ensino proporcionado pela APA-DA  permitiram a abertura de um pólo (único no ocidente)em Lisboa. Segundo a teria bushiana esses profissionais apenas teriam uma licença para o exercício da profissão durante cinco anos porque o reconhecimento chinês não vale nada. Não é ridículo? Não me parece que os profissionais de acupunctura mereçam ser tratados como profissionais de segunda por pessoas totalmente desconhecidas em Portugal e no estrangeiro. Os profissionais da Apa-Da já deram provas ao país que o seu ensino é de qualidade e  prova-lo está a projecção e o prestígio que a acupunctura e a medicina chinesa granjeia hoje em Portugal.(Penso que os outros ficaram nas trincheiras do 25 de Abril). e apenas uma questão:Se a escola que o Sr. Nuno representa é assim tão boa pq não tiveram eles o reconhecimento do estado chinês? O Sr. Nuno deve-se ter esquecido do que se passou num blogue feito por  um grupo de alunos dele que após um "incidente" contado por um ex-aluno( da referida escola) que aludia a qualidade péssima de ensino proporcionado pela escola que se auto intitula " ex-libris do ensino  da acupunctura em Portugal".O estranho é que  2 dias após o blogue... evaparou-se. o blogue em questão era "Neijing".Não me aparece ser de bom tom contar todos os pormenores, isso pq apenas me parece serem situações  meramente colaterais.
Só a título de curiosidade, toda gente conhece o curriculum do Dr Pedro choy, inclusivamente o Manel da esquina. Toda gente sabe que frequentou a licenciatura de medicina em Coimbra e que depois formou-se em medicina Chinesa em frança. E o sr que quer tutelar o exercício da   acupunctura  em Portugal? Tem o 12º ano? alguma licenciatura? onde se formou? Sei uma coisa sobre ele! Tem o doutoramento em acupunctura na área da pedagogia (mto bem!!!!)Isso já deve dizer uma coisa.
« Última modificação: Abril 27, 2008, 23:25:33 pm por nelson »

Abril 28, 2008, 14:41:29 pm
Responder #28

Nuno Lemos

  • ***
  • Information Offline
  • Full Member
  • Mensagens: 218
    • Ver Perfil
    • Acupunctura
Bem, ao que parece ainda não tinha acabado de responder à Marta e parece que já estou a ouvir outras críticas. ;)
Está certo. Então, eu responderei somente a esta última intervenção e, no futuro, continuarei a minha resposta à marta.
Agora parece que iniciaram as analogias políticas. Eu até gostava de saber em que o que se está a passar tem a ver com políticas de Bush. Mas enfim, fica sempre bem, quando se quer denegrir alguêm procurar associar essa pessoa a alguêm que não se admire.
Quanto a ser os polícias da acupunctura: ninguêm procura ser polícia de acupunctura. Sinceramente, depois do que foi dito, não compreendo porque se continua ainda com este tipo de argumento. Curiosamente citou, mas deixou de responder à questão colocada à Marta. Aceitando toda a gente como podemos garantir qualidade?
Depois parece que existe uma confusão enorme entre a universidade/escola superior que existe há 2 anos e a APA-DA que existe há mais. O reconhecimento da universidade de Chengdu é dado à Universidade/Escola Superior. O tipo de reconhecimento que lhe é dado nada tem a ver com o reconhecimento da APA-DA. ;) Por mais, desde quando a Universidade de Beijing controla o ensino da Acupunctura a nível mundial? Na realidade a única universidade chinesa com contracto com a OMS para o ensino da acupunctura e formação de profissionais é a Universidade de Nanjing.
Essa história de se permitir abrir um centro que é único em Portugal é engraçada. Mas enfim. Publicidade de lado vamos ao que interessa. Acha mesmo que se deve à categoria dos profissionais da APA-DA? Se calhar não anda nisto há muito tempo mas eu vou tentar explicar-lhe como funcionam alguns destes reconhecimentos. Reconhecimento muitas vezes significa que alguêm consegue colocar muitos alunos a estagiar nessa universidade o que significa dinheiro a entrar. Cuidado com o que vos vendem de muitos reconhecimentos. E cuidado com as comparações que fazem entre a Universidade/Escola Superior e a APA-DA. São 2 coisas diferentes.
Mais: estes profissionais não tem licença para exercer durante 5 anos. Esses 5 anos é só para se colmatar faltas de formação (caso existam). depois disso exercem à vontade. Mais uma vez não compreendo como isto é uma teoria bushiana. Mas enfim...... ;)
Quanto ao blogue: parece-me que anda extremamente mal informado sobre o que se passa no mundo dos blogues. Em primeiro lugar aquele blogue não pertencia a ninguêm da ESMTC. Não pertencia a nenhum aluno meu. Se tivesse seguido correctamente as conversas havia de se aperceber que muito provavelmente esse blogue pertencia a alguêm da APA-DA.
Quanto ao tão famoso comentário: por acaso leu a minha resposta? É que na resposta eu mostrava os imensos erros e falsidades de muito do que era dito ali. Foi pena que se tenha esquecido de a mencionar. Ou se calhar nunca a leu.
Na realidade ele tem um currículo maior que somente o doutoramento. Mas de qualquer forma se quiser saber o seu currículo sugiro que atenda à reunião que está a ser marcada.
Comentário final: reparei que a sua resposta se baseou unicamente em ataques e analogias sem muito fundamento e passou ao lado do verdadeiro problema: como criamos uma formação sólida, que tipo de certificação deve ser feita, etc....
Sugiro que da próxima vez abandone as analogias políticas (para as quais não tem muito jeito) e procure focar-se nos problemas mesmo em discussão.

Abraço :D

Abril 28, 2008, 19:11:31 pm
Responder #29

Andre

  • *
  • Information Offline
  • Sr. Member
  • Membro MC
  • Mensagens: 480
  • www.drandrecostasilva.com
    • Ver Perfil
Isto começa a lembrar-me sketches dos Monty Python. Tipo este: http://www.youtube.com/watch?v=zKhEw7nD9C4

It's just a flesh wound!