Autor Tópico: Resposta á carta do Dr Choy dada pela esmtc  (Lida 17777 vezes)

Abril 11, 2008, 19:25:02 pm
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Milonga

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Resposta do Presidente de mesa da Assembleia Geral da APAMTC à carta do Sr. Pedro Choy
 

(qualquer erro apresentado é da minha inteira responsabilidade).
COMUNICADO DO PRESIDENTE DA MESA DE ASSEMBLEIA GERAL DA ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL DE ACUPUNCTURA E MEDICINA TRADICIONAL CHINESA ( APAMTC )
 
 
1 – Ao Presidente da Mesa de uma qualquer Assembleia Geral só caberá intervir quando os assuntos da Associação transcendem as funções da Direcção e atingem a maioria dos seus associados.
 
2 – Durante todo o longo tempo que tem decorrido para o processo de legalização da Acupunctura, após a Lei 45/03, tenho-me mantido num silêncio prudente e no respeito pelas funções estatutárias da Associação, limitando-me a uma intervenção pedagógica nas Assembleias Gerais para a manutenção da dignidade que se deseja ser apanágio da APAMTC e travando o ímpeto natural de indignação, na resposta a provocações, em moldes que nunca se lhes possam assemelhar.
Nesta atitude tenho sido acompanhado pela Direcção.
 
3 – Coube-me ler a “Carta aberta à Ministra da Saúde“ publicada na net pelas “Clínicas Dr. Choy” e assinada pela Direcção da APPA de que aquele senhor Choy é Presidente.
 
4 – Face ao que ali é exposto e dado que desde o início acompanhei todo o processo da legalização em curso, vejo-me na obrigação de comentar aquela carta e denunciar aquilo que do seu texto se me torna evidente como um insulto a esta Associação e ao seu Presidente da Direcção, atingindo necessariamente todos os associados e a mim mesmo.
Deixo ao Presidente da Direcção, eleito para representar a APAMTC na Comissão Consultiva, a tomada de atitude que mais achar conveniente como resposta aos boatos e outras tentativas de denegrir o seu nome ( aqui interpretados na qualidade de Presidente da Direcção desta Associação ) que há já algum tempo circulam na net.
 
5 – Antes de entrar propriamente no texto da “carta aberta” julgo ser de bastante importância referir certos factos históricos que parece nunca terem sido publicamente referidos pelo snr. Choy ou pelas suas Associações, nem mesmo pelas suas clínicas.
 
a) Para iniciar, tomo como exemplo o que li num texto ( net ) da autoria do snr. Choy em que é referido que a história da MTC em Portugal teria começado na década de oitenta do séc. passado.
Não há qualquer referência a quem começou.
Engana-se aquele senhor, já que por meados dos anos sessenta do mesmo século se deu o início em Portugal da prática moderna daquela Medicina, pela mão do Mestre Araújo Ferreira que regressado a Portugal vindo da Europa, onde foi discípulo do Mestre Eduardo Juveni e de ter tido várias reuniões com o muito reputado Mestre Nguyen Van Nghi, logo tomou discípulos e iniciou a divulgação da MTC – Acupunctura.
De notar que de entre os seus discípulos de então faziam parte médicos convencionais (honra lhes seja feita), antropólogos, sociólogos, e até oficiais de Marinha.
Tive o privilégio de me encontrar entre estes e muito provavelmente ser hoje o acupunctor mais antigo do país em exercício continuado.
b) Foi já, isso sim, em 1983 que o Mestre Araújo Ferreira publicou o seu livro “ O que deve saber de verdade sobre a acupunctura e não só “ que teve o sucesso bastante para ser traduzido
em caracteres Braille.
Um ano antes, pelo seu impulso, foi fundada a Associação Portuguesa de Medicina Acupunctural em que também tive a honra de ser sócio fundador.
Pelo seu imenso saber e acção cívica, mesmo para além da Acupunctura, foi aquele senhor muitas vezes alvo do reconhecimento público e em abono da verdade sem a sua presença esclarecida, o seu dinamismo, e a sua capacidade de iniciativa, talvez ainda hoje não se tivesse chegado à fase da legalização em que nos encontramos.
Que o digam os Prof.s Reinaldo Batista, Ribeiro Nunes, Afonso Cautela, Valadares, Ricardo Salvatori, Serge Jurasunas, Maria Lucinda Tavares e tantos outros que desenvolveram os vários ramos da medicina não convencional, contando sempre com o seu conselho e a sua ajuda.
( Fugindo um pouco à Ética que nos impomos, não calarei o peso de seguidores, como o Dr. José Faro e a Dra. Deolinda Fernandes, na divulgação acertada e no ensino da MTC, de que certamente o meu Mestre se orgulharia)
Também tive o privilégio de me encontrar entre os que na companhia daquele Mestre, tentaram com o Dr. Femin Cabal, ( personalidade espanhola cujo conhecimento será obrigatório aos acupunctores ) que se conseguisse sediar em Portugal uma confederação de Medicinas Alternativas Naturais, o que por impossibilidades económicas nacionais se veio a realizar em Madrid, 1986, de que também me orgulho de ser sócio fundador, a reconhecida “ Confederación Internacional de Associaciones de Medicinas Alternativas Naturales “ em Outubro de 1986 e posteriormente a FENAM de que ainda cheguei a ser Presidente.
Não esquecerei a referência ao meu Amigo Daniel Laurent cuja luta pela legalização europeia da MTC é sobejamente conhecida, tal como o seu valor como Mestre em acupunctura.
c) No meu caso, tive a possibilidade de iniciar a minha prática acupunctural associada à Psicologia de C.G. Jung, no início dos anos setenta, o que é comprovado não só por documento oficial do então Ministério da Marinha, pelas publicações, pelas entrevistas em jornais de grande tiragem, por intervenções em congressos e outros encontros, tanto em Portugal como no estrangeiro, até na NATO, bem como pelo ensino.
d) Das últimas intervenções públicas em que acompanhei o Mestre Araújo Ferreira, antes do seu passamento para o Oriente Eterno aconteceu num programa da RTP 1, de grande sucesso, “Já agora”, do jornalista Carlos Pinto Coelho, cuja data não tenho presente, mas que já lá vai muito tempo. Nesse programa fui “democraticamente empurrado” para o painel de discussão como representante das “Medicinas Naturais”, como então se dizia, juntamente ao representante da Ordem dos Médicos e outros intervenientes. O seu apoio às minhas intervenções foi conclusivo.
Felizmente que alguns dos discípulos dessa altura dos anos setenta do Mestre Araújo Ferreira ainda estão vivos e ao que sei, alguns a exercer.
 
e) Claro que com a idade que tem, o snr. Choy não poderia estar a par deste apontamento histórico do século passado e do “quem é quem” na Acupunctura nacional, e se o soube nunca o quis revelar.
Julgo saber que terá 48 anos, pelo que andaria na casa dos doze anos quando se deu o início deste movimento.
Lembro-me ainda das primeiras intervenções televisivas daquele senhor em que tratava, dentro de água e através de “laser”, um golfinho sofrendo duma ptose da pálpebra. Explicou então que actuava na barbatana superior, estimulando o meridiano do Estômago do golfinho.
Mas isso já foram “décadas” depois dos iniciadores estarem a trabalhar sem nenhum interesse de negócios tipo “lobby “ ou monopólios, limitando-se a realizar a tarefa que havia muitos anos se tinham proposto:
- trabalhar e mostrar as vantagens do tratamento acupunctural e das outras vertentes MTC, seguindo como podiam os ensinamentos éticos do Mestre.
A propósito de Ética, recordo que apesar de ter sido eleito pelas Associações de então ( e contavam-se entre os seus sócios mais de uma centena de profissionais das Medicinas não convencionais ) para ser reitor de uma Universidade destas medicinas que alguns estavam a instalar em Braga, ao tomar conhecimento de irregularidades que ali ocorriam renunciei publicamente e pela televisão aquele cargo.
Também me lembro do primeiro aparecimento em meio das Medicinas Naturais do snr. Choy num congresso de Medicinas “Alternativas” realizado pelas Associações, (de que sou também fundador), de Naturopatia, de Homeopatia e Medicina Acupunctural e pela Escola de Biologia e Saúde.
Poderia falar de muita mais história, mas acho que o respeito pelos que nos antecederam e que lutaram contra todas as ameaças e que, esses sim, iniciaram todo o processo que agora está em culminação, não pode ser nem aviltado nem esquecido.
f) Poderia até falar das perseguições e dos inúmeros prejuízos de todos aqueles que se dedicaram às medicinas não convencionais em Portugal, da luta que se travou, desde os saudosos Alfredo Vasco Homem e Indiveri Collucci, do nosso tão terno amigo Dr. Correia de Oliveira, do snr. Fernando Santos da Diese e de muitos outros.
 
E, ao escrever isto, não sabendo porquê, ocorre-me com insistência a célebre pergunta :
“ Onde estava o meu amigo no 25 de Abril?”
 
6 – Chamam, os signatários da APPA, “a responsabilidade de, hoje em dia, se ouvir falar tanto de Acupunctura em Portugal”
Bem, vamos lá mais devagar meus caros senhores, as entrevistas na rádio, na televisão e nos jornais, as intervenções em congressos não afectos à medicina não convencional, os cerca de quarenta anos duma luta sem tréguas em que muitos de nós arriscámos a nossa qualificação científica Universitária, a reputação, a ida para a prisão, etc. etc. etc., isso pelo que parece não significou nada!
Será que o mais importante é o aparecimento de alguém num programa da tv popular nas manhãs semanais cujo grupo alvo é indistinto e em que se brinca com um esqueleto humano chamado “ Óscar”?
Será o que importa para a dignidade duma profissão médica é a aplicação de agulhas num programa televisivo da “chalaça” em que alguém é picado como exibição do tipo Vilar de Perdizes?
Ou talvez a propagação de inúmeras clínicas com um nome pessoal pelo país fora, lembrando outras célebres clínicas de cariz convencional, será a melhor propaganda da Medicina Tradicional Chinesa?
Talvez a criação dum mito pelos “media”, sabe-se lá como, isso sim seja o mais importante?
“Quem não aparece na TV não é gente!”. Aparecendo na TV aparece-se na Imprensa! E até na Rádio!
Aceito que muito foi divulgado, mas feito em proveito dum grupo de clínicas e não só.
 
Quanto a isto, eu e muitos outros, não pactuámos nem procurámos propaganda deste tipo, dado que sempre achámos a nível associativo e individual que não era benéfico para a Medicina Tradicional Chinesa o trazê-la para uma ribalta que não emparelhasse com os procedimentos da Medicina Convencional.
Muitas foram as recusas para presença em programas daquele tipo.
Por outro lado, o culto da personalidade sempre por nós foi repudiado, mantendo um perfil pessoal em tudo idêntico ao da Medicina Convencional.
 
 
g) Não estarão a fazer uma certa confusão?
Fala-se de acupunctura em simultâneo com o Dr. Choy. Confunde-se Dr. Choy e acupunctura.
Pela proliferação de clínicas com aquele nome, das variadíssimas aparições televisivas a propósito disto e daquilo, mesmo em campanhas políticas, do “Dr. Choy”, já se não sabe, se a nível popular, a Acupunctura é “Dr. Choy” ou se “Dr. Choy” inventou a acupunctura.
Bravo pela campanha magnífica de marketing executada em tão poucos anos.
Mas para isso é preciso muito dinheiro e influências. Há quem não tenha nem um nem outras e no entanto procurou seguir sempre um caminho recto dentro dos ditames da MTC e da Ética.
Resta ainda saber de que Acupunctura se fala, como se fala, quem fala, e o que se diz!
Pelo menos de certa acupunctura.
 
7 - Mais se diz:
“Se está em curso um processo de Regulamentação deve-se, mormente, ao trabalho desenvolvido pelos nossos associados do Continente, Açores e Madeira”.
Como referi anteriormente, parece que o trabalho realizado pelos que em décadas antecederam a “APPA – Clínicas Dr. Choy”, não serviu para nada.
E o trabalho da APAMTC para a Comissão Consultiva, este ao menos é reconhecido e testemunhado por todos os participantes.
Tábua rasa.
Haverá outros que o fizeram?
Não vale a pena comentar.
 
 
 8 – E ainda, a respeito da“Recolha de assinaturas”
Olhem que não! Olhem que não!
Até eu consegui algumas centenas!
E os outros, as tais outras Associações que são referidas a seguir na “carta” como não consultadas, essas aqui não contam, ou são do mesmo grupo?
E a APAMTC , não conseguiu nenhuma assinatura, nem fez campanha de recolha pelos seus associados?
 
10 – Também é dito:
“ 2. Queremos que o representante da Acupunctura, nesta Comissão, seja eleito por votação secreta e directa (cada acupunctor deve votar e ter direito a candidatar-se ao cargo). Assim, democraticamente, exige-se que sejam feitas eleições onde possam participar todas as Associações e, logicamente, seus respectivos associados, ou mesmo qualquer profissional que não seja federado. Destas eleições sairá quem efectivamente nos representará, de forma justa, séria e à semelhança do que sucede em todas as Associações e/ou Ordens Profissionais, assim o exigem as normas da Democracia.”
 
 
 “Democracia”?
Meus caros senhores, pelo menos a mim, nem à memória do meu Mestre, não me vêm dar lições de democracia.
Não vos vi, nem antes, nem durante o 25 de Abril. Eu estava lá e arrisquei a vida e a dos meus familiares. E é graças à minha acção e à de muitos outros que alguns hoje ousam falar dela como se fosse ( mais uma ) sua criação.
É certo que o snr. Choy teria então 14 anos.
 
Voltemos ao texto.
A votação proposta é risível.
Percebe-se que havendo alguém que conseguiu tão rapidamente dar “formação” de tantos “acupunctores”, possa vir a invocar a quantidade que terá como sócios na sua Associação e associadas.
Em contraponto APAMTC exige critérios para aceitação dos seus associados que são reconhecidos internacionalmente, e comparados à qualidade de ensino dos que saíram da Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa ( protocolo com a Universidade de Nanquim, a mais antiga Universidade chinesa a leccionar o curso de MTC, cujo reitor se desloca a Portugal para a entrega de diplomas. ) e ainda daqueles cuja experiência é reconhecida ao longo de muitos anos.
O Regulamento Interno está na “net” e pode ser verificado.
Formar pessoas com um currículo de cinco mil horas, não é o mesmo que com quinhentas ou até mil. A APAMTC requer qualidade ao invés de quantidade, pelo que necessariamente tem relativamente poucos associados, cento e vinte e cinco.
É óbvio que a mobilização de pessoas que por aí proliferam a exercer a dita “acupunctura” com pouca ou nenhuma instrução qualificada, mas intitulando-se acupunctores, será o mais fácil de conseguir, dado o medo que lhes inculcaram de que teriam que mudar de prática ou provar a sua qualificação por diploma ou anos comprovados de prática.
Trazê-los a uma votação maciça em alguém que lhes promete uma “igualização democrática” é obviamente fácil.
O que parece ser proposto é:
Vamos todos votar, os que “picam” com o que aprenderam com a compra de um livro, os que tiveram um “curso” de fim de semana, os que tiveram meia dúzia de lições, ou até que fizeram um curso por correspondência em Espanha, ou sei lá onde.
Não quero falar dos que compram diplomas por esse mundo fora.
Juntam-se os que andaram na escola do snr. Choy e os que tiveram cinco anos de aprendizagem de MTC com a tutela de reconhecida e respeitada Universidade Chinesa, onde realizaram estágio, e ainda os que têm trinta anos de prática continuada com reconhecimento internacional bem como muitos outros cuja qualificação é insuspeitada.
Somos todos iguais!
Viva a “democracia” tipo PREC!
Só que isto nada tem a ver com democracia, no mundo civilizado.
11 – Diz-se ainda:
“3. Como já referimos em cartas anteriores e mais uma vez reafirmamos, NÃO NOS SENTIMOS REPRESENTADOS PELO ACTUAL DITO “REPRESENTANTE” na presente Comissão Técnico Consultiva.”
Vamos lá falar a sério, na Comissão Consultiva o snr. Choy assinou pelo seu punho que votava no Presidente da Direcção da APAMTC como representante da área de Acupunctura.
Isso não pode negar e o documento existe.
Vem agora desdizer-se?!
Será que quando assinou foi só em nome pessoal e não na qualidade de representante dos inúmeros sócios da APPA e associadas?
Quanto ao consenso, será que o consenso de que falam é o da(s) sua(s) própria(s) Associações e das “Clínicas Dr. Choy” ( para onde vão os alunos das escolas do snr. Choy )?
Tal como é dito:
“6. Como pode alguém representar uma classe profissional não tendo sido escolhido, nem eleito, pela mesma?”   
“ classe profissional ” ? ? ?
Onde é que há “classe profissional”? Já foi regulada a profissão?
Será que houve alguém que se tornou “dono” dos profissionais sem estes saberem e os agrupou “revolucionariamente” numa classe profissional?
Ao que me parece, não há nenhuma classe profissional, mas profissionais que se agrupam nesta ou naquela Associação, não esquecendo que a primeira foi a fundada em 1982 e os que trabalham como independentes.
Haverá algum Sindicato? Ou alguma Ordem? 
Ou só haverá Associações dispersas, algumas com o mesmo mentor, cujos associados, em muitos casos, em praticamente nada se assemelham aos das outras, e por indivíduos profissionais não associados?
CONCLUSÃO
Por favor, não brinquemos agora com o que ao longo de décadas foi construído, com muito sacrifício, por alguns que se não movem por interesses monopolistas negociais, nem tornemos o conceito de democracia numa paródia que julgava já ter sido abolida há muitos anos…ou então:
VAMOS REPOR A VERDADE, JÁ!!!
Lisboa, 6 de Abril de 2008
ARAÚJO BRITO
Presidente da MAG da APAMTC

Abril 21, 2008, 20:17:03 pm
Responder #1

Fernando Santos

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Esta resposta à carta foi tirada de onde?
Será que a APA-DA e a APPA tenhem conhecimento dela?  :o

Cumprimentos.

Abril 21, 2008, 21:59:26 pm
Responder #2

Milonga

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Caro colega a resposta á carta do Dr pedro Choy está no webside da referida escola e no blogue de um professor da escola em questão http://acupuntura.folhaa4.com/2008/04/10/carta-aberta-a-ministra-da-saude-da-appa/#comment-20 consultem esse blogue
Obg

Abril 22, 2008, 15:09:03 pm
Responder #3

Nuno Lemos

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Boa tarde. Antes que tudo devo avidar que o que aparece no início do texto (qualquer erro aqui presente é da minha inteira responsabilidade) não faz parte da resposta. loooooooooool
Também publiquei um outro texto da minha autoria que podem encontrar no meu blogue em:
http://acupuntura.folhaa4.com/2008/04/19/regulamentacao-e-credibilizacao/
O texto chama-se Ragulamentação e credibilização.

Com os melhores cumprimentos
Nuno Lemos

PS: parabéns pelo fórum que tem uma apresentação muito boa e parece ter alguns textos muito interessantes (infelizmente acabei de o conhecer e ainda não procurei devidamente).  ;)

Abril 22, 2008, 15:12:10 pm
Responder #4

Miguel Gomes

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É uma chatice quando há interesses em jogo.

A melhor maneira é haver uma federeção de associações de acupunctura e aí ser eleito um representante da nossa área.

Porque a história de se perpetuar um "representante" em todos os orgãos relacionados com a actividade está muito mal contada.

Continuemos a analisar a situação.

Abril 22, 2008, 15:17:20 pm
Responder #5

Miguel Gomes

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PS: parabéns pelo fórum que tem uma apresentação muito boa e parece ter alguns textos muito interessantes (infelizmente acabei de o conhecer e ainda não procurei devidamente).

Obrigado pelas tuas palavras e sejas bem-vindo  :)

Contamos contigo e com todos os que se interessam pela Medicina Tradicional Chinesa para mantermos um diálogo franco e aberto sobre esta área que tanto nos apaixona! É esse o objectivo deste fórum!


Cumprimentos

M. Gomes


Abril 22, 2008, 15:18:24 pm
Responder #6

Nuno Lemos

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aconselhava uma leitura atenta à minha resposta. Vão ver que o Sr. Pedro Choy sabia do que se passava e não se opôs ao representante de acupunctura. Também vão ver que por várias vezes foram consultadas as diferentes classes profissionais.

Abraço ;)

Abril 22, 2008, 16:17:24 pm
Responder #7

Miguel Gomes

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A esta altura, para mim não há muito interesse em estar a discutir factos que aconteceram há 2 ou 3 anos e que cada uma das partes ajeita como melhor entende. 

Podemos discutir então a própria lei de regulamentação que está disponível na DGS?

Bem... não.

O que está disponível para discussão pública é:

Citar
Na sequência do despacho do Sr. Ministro da Saúde de 23 de Dezembro de 2007, coloca-se em discussão pública, por um período de 30 dias, os dois primeiros pontos dos parâmetros gerais de regulamentação do exercício das terapêuticas não convencionais - Caracterização e Perfil Profissional - elaborados pelos respectivos representantes. Está igualmente disponível a versão completa das propostas.

então e discussão sobre o código deontológico, código de prática segura, formação, certificação/credenciação profissional, regime fiscal e regime de seguros?

Isto não é uma verdadeira discussão, mas sim apresentação de um relatório de uma comissão. Há assim direito a indignação de muitos acupunctores ou estudantes de acupunctura que podem não se rever nesta regulamentação e não têm sequer a oportunidade de o dizer.

Como por exemplo, será que os profissionais de acupunctura não têm direito a manifestar-se contra o ponto 3.3 da página 117 da proposta de regulamentação:

Citar
3.3. Mandato
Os membros manter-se-ão mandatados até concluído o processo de certificação em curso.
Depois de concluído o processo de certificação por equiparação os membros decidirão
dos mandatos subsequentes.


Ou seja os membros (nomeados desde 2003) manter-se-ão em funções até onde bem entenderem (no mínimo pelos 10 anos que decorre a aplicação da regulamenteção), sem prestar provas a ninguém nem ter que responder a ninguém? Onde está a democracia deste ponto?

Só uma amostra de outros pontos que haveria para discutir mas não é permitido.

Cumprimentos

Miguel



Abril 22, 2008, 16:36:32 pm
Responder #8

Nuno Lemos

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O problema é que muitos dos pontos já foram discutidos anteriormente e ninguêm se obstou a eles. Por vezes, como aconteceu com a APA-DA, recusaram-se mesmo a colaborar. Nesses momentos procurou discutir-se muitos dos problemas que mencionas como prática segura, etc...

Relativamente ao tempo de presidência dos membros da comissão. Essa ideia surgiu, não a partir do responsável da acupunctura, no sentido de procurar facilitar o processo de certificação com alguêm que tivesse passado pelo processo e que o conhecesse. No entanto, também é dito que as federações em causa terão de selccionar um membro escolhido por elas. A comissão não será só constituída por membros da actual comissão. A lógica é facilitar o processo de certificação e garantir uma classe profissional sólida e credível. Depois disto venham as votações e que se elejam os representantes desejados. Mas primeiro vamos garantir uma classe profissional sólida.

Abraço
Nuno Lemos

Abril 22, 2008, 17:06:36 pm
Responder #9

Miguel Gomes

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O problema é que muitos dos pontos já foram discutidos anteriormente e ninguêm se obstou a eles. Por vezes, como aconteceu com a APA-DA, recusaram-se mesmo a colaborar. Nesses momentos procurou discutir-se muitos dos problemas que mencionas como prática segura, etc...

E isso invalida uma verdadeira discussão pública? E então porque se tenta disfarçar uma consulta prévia da lei com uma  discussão pública? Há neste procedimento qualquer coisa de errado na minha opinião.

Seguinte....

No ponto 3.2.1 diz-se que a composição da comissão é a seguinte:

Citar
• Um representante do Ministério da Saúde.
• Um representante do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
• O representante da Acupunctura na Comissão Técnica e Consultiva das
terapêuticas não convencionais (CTCTNC).
• Um profissional eleito pelas Associações/Federações.
• Um profissional nomeado pelo Ministro da Saúde sob proposta de 3 nomes
indicados pelo representante da Acupunctura na CTCTNC

excluindo os representantes dos ministérios temos; "O" representante de acupunctura; um profissional eleito pelas federações/associações (entao e se quiserem outra representante?); e um profissional indicadao pelo... representante (ou seja "O" representante tem na realidade 40% de voto na comissão?). Continua a haver aqui procedimentos muito discutíveis!

Concordo contigo com a existência de um "processo de certificação e garantir uma classe profissional sólida e credível" mas não vamos andar a passar por cima das regras mais básicas de representatividade!

Abraço

Miguel

PS: Não conheço o Sr. José Faro, o representante da acupunctura, nem me move nenhuma animosidade contra ele. Até porque o que tenho vindo a dizer aqui podia aplicar-se em outras actividades. Parece-me no entanto que esta proposta de regulamentação podia constituir um motivo para unir os acupunctores e não o está a ser, muito pelo contrário.
« Última modificação: Abril 22, 2008, 17:41:37 pm por Miguel »

Abril 22, 2008, 17:51:57 pm
Responder #10

Nuno Lemos

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Mas foi feita discussão pública sobre esses assuntos. Por exemplo no perfil profissional a APAMTC traduziu os documentos necessários e mandou para a ADA-DA para se poder definir isso dentro de todas as associações. Soubeste de alguma coisa na altura? Eu soube, porque não disse nada a APA-DA?  ;)

"excluindo os representantes dos ministérios temos; "O" representante de acupunctura; um profissional eleito pelas federações/associações (entao e se quiserem outra representante?); e um profissional indicadao pelo... representante (ou seja "O" representante tem na realidade 40% de voto na comissão?). Continua a haver aqui procedimentos muito discutíveis!"

Na realidade o representante pode sugerir 3 nomes e o ministro da saúde é que escolhe. Portanto o representante pode não ter assim tanto poder. Segundo esses 40% estão correctos se eliminares da equação os representantes dos ministérios. Mas com os representantes dos ministérios, o representante da acupunctura, o representante escolhido das associações e o escolhido do ministro qual é o verdadeiro poder do representante da acupunctura? O profissional das associações escolhidas não escolhe outro representante. Ele faz parte dessa comissão - também ele é representante-.

Pode obstar que é errado o representante da acupunctura dar 3 nomes a escolher ao ministro. Mas quem preferias que fosse? A Ordem dos Médicos? Já muito fizeram para tentar sabotar todo o processo. É necessário que nesses nomes esteja alguêm que saiba da profissão não tenha interesses financeiros na coisa e queira uma classe profissional forte.

Mas comprrendi que se pretende discutir novamente todo o documento. Sabes, então, quando iremos ter a regulamentação? Nunca. Um diz uma coisa e o outro diz outra. E depois quem é que vai discutir esses documento? É uma pessoa com uma formação base de 5 anos de estudo ou um outro que assistiu a 2 palestras em espanha e decidiu começar a exercer em Portugal? Talvez alguns cozinheiros que depois de despedidos decidiram começar a exercer acupunctura porque eram chineses? Isso seria excelente para a dignificação da profissão e para assegurar a nossa utonomia profissional.

Quando esta comissão foi formada, foram consultadas todas as associações do sector. O processo foi legítimo e transparente. Isto tudo começou com algumas acusações numa carta escrita pela APPA do Sr. Pedro Choy. Mas se leste bem o documento que eu escrevi muitas das coisas que lá estão são mentira. ;)

Sei que pertences à APA-DA e sei que muitos profissionais tem medo do futuro. Eu também tenho os meus receios. Sou bastante a favor deste tipo de discussões onde se possa esclarecer tudo mas não consigo concordar com muitos dos pontos defendidos naquela carta.

Abraço
Nuno Lemos



Abril 22, 2008, 18:00:04 pm
Responder #11

Nuno Lemos

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Infelizmente, muito dificilmente pode existir união dos acupunctores neste momento. Isto por várias razões:
1 - a regulamentação serve para definir quem na realidade está apto a praticar a acupunctura. Não existe classe profissional e a representatividade pode não significar nada se a formação base não for boa.
2 - à uma incompatibilização entre a necessidade de ter um curriculo base que nos dê a autonomia profissional e credibilize a profissão e lobbies económicos que garantem a sobrevivência à conta de formação apressadas e fracas. Nomeadamente falo do Sr. Pedro Choy que foi quem começou todo este imbróglio e sobre o qual ainda falo no meu texto. O problema é que o Sr. Pedro Choy quer toda a gente regulamentada imediatamente e todas as escolas homolgadas. Caso contrário onde vai ele buscar o dinheiro das 3 escolas de fim de semana e onde vai ele buscar terapeutas para todas as suas clínicas? Mais uma vez pergunto onde fica a credibilidade da classe profissional e a solidez da nossa profissão nestas condições? Este é um problema que eu desenvolvi no meu texto e creio que é o problema base.

Infelizmente creio que nos andamos a "batalhar" pelo interesse de uns poucos que dominam o pensamento da maioria. ;)

Abraço
Nuno Lemos

Abril 23, 2008, 02:20:51 am
Responder #12

pauloteq

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Em contraponto APAMTC exige critérios para aceitação dos seus associados que são reconhecidos internacionalmente, e comparados à qualidade de ensino dos que saíram da Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa ( protocolo com a Universidade de Nanquim, a mais antiga Universidade chinesa a leccionar o curso de MTC, cujo reitor se desloca a Portugal para a entrega de diplomas. ) e ainda daqueles cuja experiência é reconhecida ao longo de muitos anos.
O Regulamento Interno está na “net” e pode ser

que necessariamente tem relativamente poucos associados, cento e vinte e cinco.
É óbvio que a mobilização de pessoas que por aí proliferam a exercer a dita “acupunctura” com pouca ou nenhuma instrução qualificada, mas intitulando-se acupunctores, será o mais fácil de conseguir, dado o medo que lhes inculcaram de que teriam que mudar de prática ou provar a sua qualificação por diploma ou anos comprovados de prática.
Trazê-los a uma votação maciça em alguém que lhes promete uma “igualização democrática” é obviamente fácil.
 ???
Ola pelo que descreve a sua formação ,parece auto ditata com a vigilacia de um mestre????
como se  ATREVE DUVIDAR DOS OUTROS ? VAI SUMETER-SE AO DITO EXAME DE 4 ANOS OU JULGA-SE A CIMA DISSO .

A MINHA FORMAÇÃO E,ESPANHOLA. COMO A CEE DETERMINA PODEMOS EXERCER TODAS AS PROFICÇÕES NO ESPAÇO COMUNTARIO. COMO PENSA QUE ISSO PODE SER REGULADO.
DESCULPE MAS EM VEZ GUERRAS PESSOAIS O SR DEVIA PENSAR NA CLASSE .....
NA CHINA EXISTEM 23 UNIVERSIDADES DE MTC O QUE O LEVA A PENSAR A QUE SUA É A MELHOR

Abril 23, 2008, 11:03:52 am
Responder #13

Miguel Gomes

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A comissão é constituída por 5 elementos, sendo 2 deles representantes dos ministerios, um deles é um eleito pelas federação, o outro o representante que já lá está e um representante designado por ele. Dizes que não é o representante que escolhe, mas dá 3 possibilidades de escolha ao ministro, mas se ele der 3 nomes de professores da ESMTC, achas que vai fazer alguma diferença?

Por aqui vês que dá 40% de poder de voto para uma escola/associação/representante. O resto dos acupunctores em Portugal, formados fora da ESMTC, (quer em escolas portuguesas quer em escolas fora do país, como disse e bem o pauloteq), têm para si 20% de poder de voto. Mais uma vez digo que se está a passar por cima de regras básicas.

Mas não fica por aqui, porque o mesmo modelo é aplicado a restantes comissões expressas no documento. Além de que os representantes podem ter mandato vitalício???

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"É necessário que nesses nomes esteja alguêm que saiba da profissão não tenha interesses financeiros na coisa e queira uma classe profissional forte."

Há muita gente que está interessada em ter uma classe profissional forte. E parece-me óbvio que o actual representante tem interesses financeiros. Não vale a pena ir por aí.

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E depois quem é que vai discutir esses documento? É uma pessoa com uma formação base de 5 anos de estudo ou um outro que assistiu a 2 palestras em espanha e decidiu começar a exercer em Portugal? Talvez alguns cozinheiros que depois de despedidos decidiram começar a exercer acupunctura porque eram chineses? Isso seria excelente para a dignificação da profissão e para assegurar a nossa utonomia profissional.

E o facto de a lei ser feita à medida da ESMTC não tem nada a ver com o assunto? Como o pauloteq disse, e os acupunctores formados em França, Espanha (sem ser os 2 seminários que falaste), e outros países vão ter que fazer o exame ou as horas práticas exigidas por lei, porque não têm um currículo igual ao da ESMTC?

Então e curríuculos e escolas reconhecidas por universidade chinesas? Esqueces-te que a Universidade de Medicina Chinesa Dr. Pedro Choy, é agora um Pólo da Universidade de Medicina Chinesa de Chengdu, estás a dizer q a Universidade de Medicina Chinesa de Chengdu não sabe ensinar Medicina Chinesa só porque não foi a primeira? Não será ponto suficiente para atestar a validade de currículos, estes serem aprovados por pela Universidade de Medicina Chinesa de Chengdu?

Então e um acupunctor no fim de 5 anos de curso da APA-DA e que recebe um diploma das mãos do reitor da Universidade de Chengdu tem menos valor?

Há aqui muito pano para mangas, e não se pode reduzir a questão a umas quantas horas pŕaticas e outras teóricas. Antes fosse tudo assim!

Abril 23, 2008, 14:36:51 pm
Responder #14

Pedro

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Boas a todos. Penso que esta discussão sobre a regulamentação das medicinas não convencionais é pertinente e a maneira como está a ser conduzida, levanta muitas questões. Já li a proposta de regulamentação assim muito ao de leve e já deu para perceber que revela algumas inconstitucionalidades e questões muito pouco éticas. Pertenço a uma classe profissional que é regulada por uma ordem,e o processo que levou a ser constituído essa ordem não tem nada a ver com o que se está a passar com a regulamentação da acupunctura. A proposta apresentada é muito parcial e revela-se pouco democrática na medida que as questões fulcrais a serem debatidas, não são postas à discussão. E não é aprovando as coisas à pressa que se vai conseguir uma profissão sólida com autonomia. Para evidenciar isso mesmo basta ver que o representante da acupunctura está ligado directamente a uma escola, logo isso revela questões de incompatibilidades muito sérias, e por ai todo o processo deixa de ser claro. Todos os acupunctores deverão poder participar activamente neste processo, e só assim poderemos ter legitimidade para sermos uma profissão consistente e autónoma. Em todas as classes há bons e maus profissionais, e cabe nos a nós depois proceder às respectivas correcções. Não pudemos concordar com um órgão colegial, ditatorial que detém todo o poder...

Abraços
Procura aquilo que tens,perde tudo o que não achas...