Nuno,
É óbvio, e sempre o disse, que demonstraste muito boa vontade ao iniciar este tópico, ao propores-te para colocar as nossas dúvidas ao Dr. José Faro, muito motivado pelas discussões com meia dúzia de membros do fórum, e pelo facto de tu teres sempre acesso a mais qualquer coisa quando se tratava do assunto regulamentação.
O que já não era assim tão óbvio, pelo menos para mim, é que não terias a decência de admitir a essa meia dúzia de membros, que, afinal, a vontade de responder às nossas questões não era assim tanta.
O que não é lógico é que sempre tenhas defendido a legitimidade do nosso representante, para depois compactuares com esta representatividade selectiva.
O que não é lógico é que continues a dar o corpo ao manifesto para defender o indefensável.
O que não é lógico é que, tendo nós solicitado um meio de resolver a situação, para que não tivesses que levar com bocas, a situação se tivesse transformado "nisto".
Sempre discuti contigo, discordamos em muitas coisas, mas sempre admirei a tua coerência de pensamento. Por isso muito me surpreende esta espécie de "autismo" que te impede de assimilar as atitudes incompatíveis com o discurso do Dr. José Faro.
Não sei se é pior pensar que estás como os 3 macacos "Não vejo, não ouço, não falo", ou que crês mesmo que é normal, lógico, óbvio e aceitável que o NOSSO Representante fale contigo, mas não comigo. E a tua compreensão acerca da "falta de tempo", poderia ser razoável durante uma semana, mas uma parte muito importante do trabalho de um Representante é ouvir. Como é que alguém pode representar outros se não sabe o que eles pensam?
Infelizmente, para mal de todos nós, a ilegitimidade formal alegada desde sempre, veio a comprovar-se ser uma ilegitimidade efectiva pelas acções do Dr. José Faro.
Quanto ao André ter sido o único a colocar questões, julgo haver mais um mal entendido. Se reparares, o que o André fez, e muito bem (uma vez mais, muito obrigada André) foi compilar as questões colocadas nos outros tópicos, daí não haver necessidade de acrescentar nada. Ou melhor, como diria um professor meu, as questões multiplicam-se com as respostas, mas como não obtivemos respostas...
Parafraseando outro prof., desta vez de filosofia, "desculpar eu desculpo, mas perdoar não perdoo, porque perdoar é esquecer e esquecer eu não esqueço". E desculpo porque sei que não foi com a intenção de me ofenderes, mas ao confiares na minha distracção, ingenuidade, falta de memória, seja o que for, ofendeste-me.
Mas, como és importante, até decidi responder, apesar de teres dito que não dizes mais nada sobre isto.
Um abraço como deve ser,
Rita