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Autor Tópico: exame nacional de acupunctura  (Lida 2764 vezes)

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Offline Nuno Lemos

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exame nacional de acupunctura
« em: Junho 29, 2009, 16:19:27 »
Boas pessoal. Dediquei parte dos meus últimos dias a pensar sobre a questão do exame nacional. Acabei por reunir os meus pensamentos num texto que se prolongou por 10 páginas. Uma vez que não posso publicar tudo num só post vou publicar um total de 5 posts com esses pensamentos reunidos. Já publiquei 2 e amanhã publicou os restantes. Fica aqui os links:
http://acupuntura.blogas-pt.com/pros-e-contras-ideias-sobre-um-exame-nacional-na-regulamentacao-da-acupuntura-parte-i/
http://acupuntura.blogas-pt.com/pros-e-contras-ideias-sobre-um-exame-nacional-na-regulamentacao-da-acupuntura-parte-ii/

Já agora deixo-vos também um texto que decidi escrever à útlima da hora, no Domingo.
http://acupuntura.blogas-pt.com/arrogancia-e-hipocrisia-medica/

Amanhã colocarei os links restantes. Boas leituras e boas dicussões.

Agulhas, agulhas, só quero agulhas

Tuska

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Re: exame nacional de acupunctura
« Responder #1 em: Junho 29, 2009, 19:03:44 »
Muito bom!!! :)

Até amanhã,

Rita

Offline Andre

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Re: exame nacional de acupunctura
« Responder #2 em: Junho 30, 2009, 11:09:59 »
Os três pontos da segunda parte do texto dizem tudo. Não há um único argumento razoável contra os ditos e o único argumento conta o exame é respondido com o facto de que antes da regulamentação entrar em vigor, nenhum acupunctor em portugal foi ensinado por profissionais acreditados e muito menos num curso acreditado.


Como vai a entrevista ao Sr. Faro?

Offline Nuno Lemos

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Re: exame nacional de acupunctura
« Responder #3 em: Junho 30, 2009, 12:01:39 »
calma André. lol Parece-me que o problema não é assim tão simples. lol Espera por todos os artigos. Quando estiverem todos publicados coloco aqui os links.

Offline Andre

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Re: exame nacional de acupunctura
« Responder #4 em: Junho 30, 2009, 12:10:00 »
Veremos! 8)


Offline Andre

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Re: exame nacional de acupunctura
« Responder #6 em: Junho 30, 2009, 19:39:28 »
Não me é nada incomodativo responder a essas questões dos teus textos... até porque já não tenho mais marcações hoje :)

- Das duas uma, ou se assume que todos os cursos pré-regulamentação são bons ou que todos os cursos não garantem que os acupunctores são bons e sabem da poda: nenhum curso existente é autorizado, regulamentado ou certificado nem nenhum dos professores desse curso o é. Por isso mesmo, nenhum dos exames ou métodos de avaliação (que é o que interessa pois são eles que demonstram quem tem ou não conhecimentos) tem validade ou dá garantias. Como bem disseste antes, há bons profissionais com cursos com menos horas e há maus profissionais com cursos de mais horas.

- Quanto aos famosos e poderosos poderem chumbar, temos pena. Não me preocupa minimamente.

- Quanto aos avaliadores e à formação do exame é simples e só há uma: entidade internacional e independente. Exames selados ainda dentro das embalagens de envio até à distribuição pelos candidatos. Quanto à correcção, deverá ser feita obviamente por quem elaborou o exame (que deve ser selado à frente dos examinandos e levado).
A mim nem me ocorreu outra hipótese que não esta!

- Prática é potencialmente igual a Nada ou a Pior que nada no que toca a separar o trigo do joio. Conheço aqui na terrinha dois "profissionais" que têm mais anos disto que eu de vida adulta e são ambos uma nódoa. Um deles pergunta o signo aos doentes, trata depressões com auriculopunctura, receita homeopatia e reutiliza agulhas; o outro pica com o livro ao lado, diz coisas como "trata-se o acne pela respiração", só usa somatopuncturas mais meia dúzia de pontos que encaixam em quase tudo e também reutiliza agulhas. Ambos poderão apresentar prova de prática há mais de 10 anos e poderão portanto fugir a qualquer prova de conhecimento. Que bom crédito para a classe profissional.

- "Exames simples e feitos de forma a comprar o ego aos alunos ocidentais"
Garantidamente seriam suficientes para por fora de serviço a maioria dos artistas que aí andam.

- Não percebi o argumento da ligação do Pedro Choy à OMS. Além de ele ser apenas embaixador de uma Federação junto da OMS (ou seja, é ele quem passa informação dessa Federação à OMS) e disso não lhe conceder nenhum privilégio com a OMS, não percebo porque é que a OMS pode ser 'usada' para umas coisas na Regulamentação e para outras já não. Isto já concedendo o teu pressuposto (na minha opinião errado) de que a OMS se corrompe por algo tão insignificante.

- Quanto ás Universidades Chinesas, podia sempre repartir-se o mal pelas aldeias. Teorias numa, sistemas energéticos noutra, patologias numa, caso clínico noutra. lol... ::)

- Quanto à referência à 'Matéria Médica', duvido que isso seja avaliado já que está em causa a Acupunctura ;)

Sinceramente acho a maioria destes argumentos mesquinhos e sem grande validade. Criaste problemas onde não os há - se são para toda a gente, são no mínimo mais justos do que os que criem elites.

Quanto à parte V, concordo com tudo e adiciono o que escrevi acima.
« Última modificação: Junho 30, 2009, 19:41:21 por Andre »

Offline Nuno Lemos

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Re: exame nacional de acupunctura
« Responder #7 em: Junho 30, 2009, 22:32:26 »
"Das duas uma, ou se assume que todos os cursos pré-regulamentação são bons ou que todos os cursos não garantem que os acupunctores são bons e sabem da poda: nenhum curso existente é autorizado, regulamentado ou certificado nem nenhum dos professores desse curso o é. Por isso mesmo, nenhum dos exames ou métodos de avaliação (que é o que interessa pois são eles que demonstram quem tem ou não conhecimentos) tem validade ou dá garantias."
Achas mesmo que por nenhum curso ser autorizado são todos iguais? Esse é o melhor argumento que consegues arranjar? Isto é desculpa de mau pagador. Queres discutrir assuntos coms eriedade ou ser levado a ´serio procura outros argumentos André. Na realidade este argumento, muito usado pelos vistos, é um tiro no pé gritante. Se garantimos que nenhum curso é válido então ninguêm pode fazer exame final de um curso que não existe e ninguêm pode exercer. Excelente, acabaste com a Medicina Chinesa em Portugal.lol
" Quanto aos famosos e poderosos poderem chumbar, temos pena. Não me preocupa minimamente" - Agora não te preocupa. Mas como pergunto no artigo: quanto tempo faltaria para nos vermos inundados em discursos de perseguição e coisas do género.
"entidade internacional e independente. Exames selados ainda dentro das embalagens de envio até à distribuição pelos candidatos. Quanto à correcção, deverá ser feita obviamente por quem elaborou o exame (que deve ser selado à frente dos examinandos e levado).
A mim nem me ocorreu outra hipótese que não esta!" - e já te ocorreu a hipótese que alguêm terá de escolher essa entidade internacional e independente? O que não percebeste no texto é que independentemente dessa entidade tem de existir participação dos acupunctores portugueses na sua escolha e aí é que reside o problema.
"Prática é potencialmente igual a Nada ou a Pior que nada no que toca a separar o trigo do joio" - André há casos e casos. Evidentemente que a ausência de uma prática tutelada faz com que os profissionais só façam porcaria. Mas isso não significa que não existam profissionais que não possam aprender. Mesmo sendo poucos devemos procurá-los. Mas pensemos que eu digo o mesmo sobre cursos de fds com cargas de horas práticas quase nulas e estágios clinicos pobres.... enfim, é só um exemplo, não se chateiem comigo.
"Quanto à referência à 'Matéria Médica', duvido que isso seja avaliado já que está em causa a Acupunctura " - vai estudar a regulamentação. Obviamente que te esqueceste de ler algumas partes.
"Sinceramente acho a maioria destes argumentos mesquinhos e sem grande validade. Criaste problemas onde não os há " - eu não sei se são mesquinhos ou não. Nem os criei. A única coisa que fiz foi dar uma ideia de alguns problemas que poderiam surgir. E alguns até +podem ser mesquinhos. Mas acreditas que por serem mesquinhos eles não existem ou não poderão existir? Aconselho-te uma leitura aos comentários há regulamentação e podes encontrar muita coisa mesquinha. Mas enfim a mesquinhez parece existir nos outros nós somos perfeitos. lol

JV

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Re: exame nacional de acupunctura
« Responder #8 em: Junho 30, 2009, 22:44:37 »
Nuno parece que o problema aqui é começar. Eu não concordo com a OMS fazer exames.
Na minha opinião  profissionais formados por diferentes escolas, ou profissionais que tenham formação credível obtida noutro país com vários anos de carreira deviam ser automaticamente reconhecidos como autoridades na matéria e portanto como acupunctores licenciados. Essas pessoas reuniam-se num grupo independente e conjuntamente estabeleciam um exame, ou critérios de aprovação de um acupunctor. De preferência esse grupo podia avaliar também acupunctores de outros países como a China que quisessem vir trabalhar para Portugal. Seria talvez uma "Ordem dos Acupunctores".
Seria imparcial pois não estaria controlada por nenhuma escola em particular, quanto mais escolas e acupunctores independentes menor o risco de se formar uma "oligarquia" nessa instituição.
« Última modificação: Julho 01, 2009, 12:15:16 por JV »

Offline Andre

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Re: exame nacional de acupunctura
« Responder #9 em: Junho 30, 2009, 23:50:07 »
Achas mesmo que por nenhum curso ser autorizado são todos iguais? Esse é o melhor argumento que consegues arranjar? Isto é desculpa de mau pagador. Queres discutrir assuntos coms eriedade ou ser levado a ´serio procura outros argumentos André. Na realidade este argumento, muito usado pelos vistos, é um tiro no pé gritante. Se garantimos que nenhum curso é válido então ninguêm pode fazer exame final de um curso que não existe e ninguêm pode exercer. Excelente, acabaste com a Medicina Chinesa em Portugal.lol
Como é que partes de algo em que eu digo (Resumidamente) "como nenhum curso é legal, todos devem fazer prova de conhecimento e competência" para "nenhum curso é legal por isso ninguém pode fazer exame"?
Não sei como é que me podes acusar de falta de seriedade.

Agora não te preocupa. Mas como pergunto no artigo: quanto tempo faltaria para nos vermos inundados em discursos de perseguição e coisas do género.
Não preocupa agora nem me preocupará nunca. Eu preocupo-me com o futuro de uma classe e com a justiça com que deve ser regulamentada. Casos particulares não podem impedir nem prejudicar o bem de todos.

e já te ocorreu a hipótese que alguêm terá de escolher essa entidade internacional e independente? O que não percebeste no texto é que independentemente dessa entidade tem de existir participação dos acupunctores portugueses na sua escolha e aí é que reside o problema.
Respondi a isso mesmo, também, e continuo sem perceber onde está o problema. Mesmo que vejas aí um problema, a julgar pelo que escreveste na quinta parte, é certamente um mal menor que o que é proposto actualmente... e eu nem estou a ser pago para isso, o que me parece positivo.

André há casos e casos. Evidentemente que a ausência de uma prática tutelada faz com que os profissionais só façam porcaria. Mas isso não significa que não existam profissionais que não possam aprender. Mesmo sendo poucos devemos procurá-los. Mas pensemos que eu digo o mesmo sobre cursos de f-d-s com cargas de horas práticas quase nulas e estágios clínicos pobres.... enfim, é só um exemplo, não se chateiem comigo.
Nuno, tens bem mais anos de prática e de MTC em geral que eu e mesmo assim consegues dizer isso? E achas mesmo que um único desses andou com um profissional competente a tutelá-lo e a ser corrigido?
Eu meti-me na MTC há 6 anos e já vi e soube coisas de bradar aos céus - mais que suficientes para garantir que abrir esse precedente, essa via rápida, é simplesmente péssima ideia! Querem por um lado castigar os tais (alvos preferidos) do curso de fim-de-semana, obrigá-los a tudo e mais alguma coisa, e por outro lado vão dar carte blanche a estes artistas? Se não fosse ateu diria por amor de deus!
Acham que é assim que vão proteger o público? Se se está mesmo a ver que não, então para quê todo este circo da regulamentação se estas nódoas que há anos e anos que mancham a nossa imagem e nos estragam o "mercado" vão continuar a praticar Acupunctura e desta vez com o aval da nova ordem nacional?

vai estudar a regulamentação. Obviamente que te esqueceste de ler algumas partes.
Não me esqueci não, a comissão é que inseriu isso à foge-que-te-agarro apesar de não ser mandatada para isso (não é o que prevê a lei), o que foi motivo de discussão. Simplesmente não tenho como saber como está a proposta depois da discussão... e tu? ;)

eu não sei se são mesquinhos ou não. Nem os criei. A única coisa que fiz foi dar uma ideia de alguns problemas que poderiam surgir. E alguns até +podem ser mesquinhos. Mas acreditas que por serem mesquinhos eles não existem ou não poderão existir? Aconselho-te uma leitura aos comentários há regulamentação e podes encontrar muita coisa mesquinha. Mas enfim a mesquinhez parece existir nos outros nós somos perfeitos. lol
Se esta proposta tivesse sido feita a pensar em problemas que surgiriam não estaria tão mal de certeza, lol. Porém o que quis dizer é que não é preciso exagerar ao ponto de pensar em coisas que nem meia dúzia de pessoas diriam.
Essa última frase não se aplica certamente a mim, nunca disse ser perfeito nem aleguei perfeição. Mesmo que o tivesse feito, seria apenas o André do mtcforum.net a mandar uma posta de pescada, não me podem cobrar nada, ao contrário dos membros da comissão ;D


Para resumir a minha opinião, o sistema que a proposta propõe é mau. Já que não aceitam o bom senso de acreditar os licenciados por determinados cursos de forma automática, então, todos fazerem um exame seria bem mais fácil e bem melhor do que o que é originalmente proposto.

Tuska

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Re: exame nacional de acupunctura
« Responder #10 em: Julho 01, 2009, 00:41:01 »
Boa noite,

Ainda bem que voltámos à discussão! :)

Em relação à igualdade dos cursos, lamento voltar a bater na mesma tecla mas, sim Nuno, na ausência de legislação, todos os cursos são iguais aos olhos da Lei. Parece-me que te estás a esquecer que se trata de produzir uma Lei, um Decreto-Lei ou um Decreto-Regulamentar, não sei. Mas não se trata de criar um curso nem de recrutar acupunctores para uma nova clínica. Na legislação, e não me canso de o repetir, não pode haver distinções. Eu terminei o meu curso nas mesmas condições que tu, ou seja, na ausência de legislação. Se achas que optei por um caminho mais fácil, se achas que me sacrifiquei menos que tu porque o meu curso foi mais barato que o teu, estás no teu direito. Mas estás no teu direito caso eu estivesse numa entrevista para trabalhar numa clínica tua. O legislador não pode fazer essa distinção. 1º porque não pode desresponsabilizar-se por décadas de ausência de legislação; 2º porque não pode acreditar cursos com efeitos retroactivos. Ou assume que somos todos capazes, ou assume que somos todos incapazes. Apenas por uma questão de defesa da classe, prefiro que nos considerem incapazes e nos submetam a um exame.

Quanto à escolha da entidade internacional, gostei da parte de ter de existir participação dos acupunctores portugueses na sua escolha (atenção ao plural!!). Ao menos que possamos escolher alguma coisa neste processo todo!

Em relação à matéria médica, realmente faz parte da proposta, ainda bem, eu não me imagino a exercer sem fitoterapia!! Mas devo confessar que não conheço a proposta de regulamentação da Fitoterapia, logo, não faço ideia se separaram a fitoterapia ocidental da Chinesa. A ver vamos...

E agora uma parte que me fez alguma confusão, apesar de ter a noção que estás apenas a tentar pôr-te dos 2 lados e transmitir ambos os receios...
"Como encaram esta situação, aqueles que fizeram cursos mais exigentes? Depois de investirem mais recursos e tempo serão obrigados a fazerem um exame nacional juntamente com colegas cujos cursos não são metade do deles? Será justo, após todos os sacrifícios, serem sujeitos às mesmas regras de aceitação que outros profissionais que não fizeram metade dos sacrifícios? Poderá este sentimento de injustiça ser um factor destabilizador caso seja aceite um modelo de exame universal?"

Como é que o que tu apelidaste, e bem, de exame universal, pode trazer sentimentos de injustiça para alguém? Vai contra a própria definição de universal. Dando o exemplo da Ordem dos Advogados, não lhes interessa se fizeste o curso na Clássica ou na Independente (não faço ideia se tinha curso de Direito :)), o que interessa à Ordem é que passes na prova de agregação. Podes ter ido a todas as aulas, ter passado os dias inteiros durante 5 anos na Universidade, e chumbar na prova, assim como podes não ter ido a grande parte das aulas e passar na prova de agregação e teres direito a exercer. Achas que isso é injusto para os alunos da Clássica? Se a Clássica é conhecida por ser mais exigente, isso só deveria significar que os seus diplomados deveriam ter as melhores notas nas provas de agregação da OA.
É esta a definição de universalidade dos exames, é ter a capacidade de testar os teus conhecimentos, independentemente de como os obtiveste.

Quando pudermos passar para a discussão dos outros pontos da proposta (o que convém ser apenas quando soubermos quais os capítulos que foram alterados, e em que sentido), por favor cria outro tópico. Talvez fosse interessante ver a proposta capítulo a capítulo...

Quanto ao exame, penso que já quase tudo foi dito, ou neste tópico ou noutros anteriores, e, à excepção de alguns "pormenores", e da certeza de que nenhuma solução será "perfeita", estamos de acordo que se trata de um mal menor e de um passo importante em direcção à confiança de todos na regulamentação.

Bjs,

Rita

Offline Nuno Lemos

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Re: exame nacional de acupunctura
« Responder #11 em: Julho 01, 2009, 13:37:12 »
Boas pessoal. Estou farto de escrever respostas que, por uma ou outra razão (ou porque carrego no botão errado, ou outra parvoice qualquer), desaparecem .lol A ver se desta é de vez. Para já vou começar a resonder a cada um individualmente. Espero que não se importem. De qualquer forma quando lerem as respostas já vai ser tarde demais. lol
Jv escreveu:
Nuno parece que o problema aqui é começar. Eu não concordo com a OMS fazer exames.
Na minha opinião  profissionais formados por diferentes escolas, ou profissionais que tenham formação credível obtida noutro país com vários anos de carreira deviam ser automaticamente reconhecidos como autoridades na matéria e portanto como acupunctores licenciados. Essas pessoas reuniam-se num grupo independente e conjuntamente estabeleciam um exame, ou critérios de aprovação de um acupunctor. De preferência esse grupo podia avaliar também acupunctores de outros países como a China que quisessem vir trabalhar para Portugal. Seria talvez uma "Ordem dos Acupunctores".
Seria imparcial pois não estaria controlada por nenhuma escola em particular, quanto mais escolas e acupunctores independentes menor o risco de se formar uma "oligarquia" nessa instituição.

Um dos problemas graves que associei com o exame nacional foi exactamente de não oferecer um ponto de partida. O processo actual permite que todos aqueles que possuam uma formação idêntica ou superior ao exigido pela regulamentação sejam aceites como acupunctores, o que nos dá um bom ponto de partida. Por outro lado permite que acupunctores com muitos anos de experiência dêem provas de que sabem o que fazem, mesmo sem um curso tão bom quanto o exigido pela regulamentação. Também oferece a possibilidade de se fazerem exames. No entanto, todos vimos os problemas que este processo gerou no seio da acupunctura.

Offline Nuno Lemos

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Re: exame nacional de acupunctura
« Responder #12 em: Julho 01, 2009, 14:03:52 »
Boas André. Acusei-te por falat de seriedade pelo facto de só usares exemplos que te interessem e esqueceres todos os outros. O que tu escreveste, não resumidamente, foi:


- Das duas uma, ou se assume que todos os cursos pré-regulamentação são bons ou que todos os cursos não garantem que os acupunctores são bons e sabem da poda: nenhum curso existente é autorizado, regulamentado ou certificado nem nenhum dos professores desse curso o é. Por isso mesmo, nenhum dos exames ou métodos de avaliação (que é o que interessa pois são eles que demonstram quem tem ou não conhecimentos) tem validade ou dá garantias.


Esta resposta deixa-me perceber que para ti todos os cursos são iguais e eles ou são maus ou bons. Não achaste por bem dizer que há cursos diferentes? Não achaste por bem analizar essa questão? Isto, para mim, é falta de seriedade. Por outro lado, se considerarmos que nenhum curso tem validade e que todos os acupunctores só sabem mesmo é de poda, então tem lógica fazer exames nacionais? Se nenhum curso formou os seus profissionais, então, nenhum é acupunctor. Estou mais a ver os médicos usarem este argumento do que os acupunctores. Mas se clahar é só um erro de compreensão do português.

Ainda esxcreveste: " Eu preocupo-me com o futuro de uma classe e com a justiça com que deve ser regulamentada. Casos particulares não podem impedir nem prejudicar o bem de todos.
." Quem são todos? Passa ou não passa o futuro dessa classe pela formação dois seus membros? E agora lembro-te eu dos discursos democráticos de que todos deveriam ser aceites como acupunctores que muitas pessoas defendiam e parecem ter esquecido. Eras uma dessas pessoas?

O problema mantêm-se André, a escolha de uma identidade independente. Essa escolha não é feita por osmose, mas sim por pessoas. E tem de ser feita dentro de portugal. Ou vais pedir ao governo espanhol que te escolha uma identidade independente para avaliar o conhecimentos dos acupunctores portugueses? Essa escolha tem de ser feita por nós e aí é que reside o problema.

Ainda escreveste:
"Nuno, tens bem mais anos de prática e de MTC em geral que eu e mesmo assim consegues dizer isso? E achas mesmo que um único desses andou com um profissional competente a tutelá-lo e a ser corrigido?
Eu meti-me na MTC há 6 anos e já vi e soube coisas de bradar aos céus - "
Tens razão. Eu também já ouvi muita história. E não tenho dúvida de que a mioria das pessoas que por aí anda não deveria exercer. Caso não te lembres essa foi uma das razões para tantas discussões neste fórum. Ou já se esqueceram da defesa dos direitos democráticos em garanmtir que todos fossem aceites de imediato como acupunctores? Já se esqueceram dos meus textos onde criticava esta ideia: há uns anos 90% eram fraudes e agora somos todos excelentes profissionais. Na realidade acusei estas ideia de falta de coerência. Mas se dúvidas houver tens muitos textos sobre regulamentação no meu blogue. É só visitar MTC E SOCIEDADE - regulamentação. E já por causa da prática deficitária critiquei os cursos de fds. Porque não discutir o caso de ex-alunos da APA-DA que fizeram o curso sem verem um único doente? Isto já é de bradar aos céus ou não? E acima de tudo esqueceste que a avaliação para um curso de saúde passa por uma avaliação prática. O exame nacional (ou qualquer outro) não seria unicamente teórico. Nem poderia ser. De qualquer forma devemos dar a hipótese às pessoas de mostrarem que aprenderam. É disso que se fala.

Eu também não sei como está a regulamentação depois da discussão. Quando souber já sabes que fica publicado no meu blogue. E atenção porque a comissão conseguiu ajudar-nos muito com a introdução da matéria médica. Se ela foi introduzida à foge-que-te-agarro foi por alguma razão não achas? Mas isso só nos vai beneficiar. Como tal, sim a matéria médica terá de ser avaliada. A não ser que agora queiras protestar e tirar a matéria médica da regulamentação e assimk impdir-nos a todos de recorrer a uma das ferramentas terapêuticas da MTC. Já estou à espera de tudo. lol

Obviamente que a última frase não foi dirigida a ti. Foi só para provar que quando os problemas aparecem, eles são, maioritariamente, mesquinhos. E esses problemas quando provocados por pessoas com poder tem capacidade de se tornar verdadeiros problemas e mobilizar toda a gente. Imagina só um exemplo fora da MTC: ninguêm quer energia nuclear certo? Na realidade todos deveriam querer a energia nuclear. Mas quando se fala nisso, as indústrias do petróleo e das energias alternativas pagam a grupos ambientalistas para mobilizarem e passarem falsas informações sobre o verdadeiro valor da energia nuclear. Face à comunidade são interesses mesquinhos (a fortuna pessoal de alguêm) mas que mobilizam toda a gente.

Concluindo: acho uma irresponsabilidade aceitar todas as pessoas que fazem acupunctura como acupunctores até porque muitas nem sabem o que andam a fazer e qualquer um dos sistemas em discussão, o modelo actual ou o exame nacional, me parece bom. Tem todos prós e contras e é isso que deveríamos discutir.

Abraço






Offline Nuno Lemos

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Re: exame nacional de acupunctura
« Responder #13 em: Julho 01, 2009, 14:25:23 »
tuska depois respondo-te que o tempo é escasso. Ainda tenho de preparar uma apresentação para o curso de medicina nuclear, dar consultas e corrigir exames. Falamos depois

agulhas, agulhas, só quero agulhas

JV

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Re: exame nacional de acupunctura
« Responder #14 em: Julho 01, 2009, 16:30:53 »
Boas pessoal. Estou farto de escrever respostas que, por uma ou outra razão (ou porque carrego no botão errado, ou outra parvoice qualquer), desaparecem .lol A ver se desta é de vez. Para já vou começar a resonder a cada um individualmente. Espero que não se importem. De qualquer forma quando lerem as respostas já vai ser tarde demais. lol
Jv escreveu:
Nuno parece que o problema aqui é começar. Eu não concordo com a OMS fazer exames.
Na minha opinião  profissionais formados por diferentes escolas, ou profissionais que tenham formação credível obtida noutro país com vários anos de carreira deviam ser automaticamente reconhecidos como autoridades na matéria e portanto como acupunctores licenciados. Essas pessoas reuniam-se num grupo independente e conjuntamente estabeleciam um exame, ou critérios de aprovação de um acupunctor. De preferência esse grupo podia avaliar também acupunctores de outros países como a China que quisessem vir trabalhar para Portugal. Seria talvez uma "Ordem dos Acupunctores".
Seria imparcial pois não estaria controlada por nenhuma escola em particular, quanto mais escolas e acupunctores independentes menor o risco de se formar uma "oligarquia" nessa instituição.

Um dos problemas graves que associei com o exame nacional foi exactamente de não oferecer um ponto de partida. O processo actual permite que todos aqueles que possuam uma formação idêntica ou superior ao exigido pela regulamentação sejam aceites como acupunctores, o que nos dá um bom ponto de partida. Por outro lado permite que acupunctores com muitos anos de experiência dêem provas de que sabem o que fazem, mesmo sem um curso tão bom quanto o exigido pela regulamentação. Também oferece a possibilidade de se fazerem exames. No entanto, todos vimos os problemas que este processo gerou no seio da acupunctura.


Nuno penso que a minha ideia é um pouco diferente de ambas, exame ou o que está em vista. Os profissionais seriam simplesmente reconhecidos baseados apenas no facto de terem uma formação mais ou menos completa do que o exigido e de  terem um certo número de anos de prática. Essas pessoas depois, já acupunctores reconhecidos, seriam responsáveis pela formação de uma ordem dos acupunctores e pela elaboração de um exame para os outros.

O Nuno fala no seu blog de "poder" por serem os mais "velhos" a avaliar os mais novos numa situação semelhante à que proponho, mas que tal falar de mérito por serem os mais meritosos a avaliar os menos experientes?
 Essas pessoas foram pioneiras da acupunctura em Portugal e sem elas não haveria reconhecimento público ou popular das virtudes da MTC. Sinceramente eu acho que em alguns casos pouco importa o tamanho da formação que tiveram, o que importa é o que fizeram e o mérito está à vista, universidades, cursos, redes de clínicas, e o reconhecimento popular da acupunctura, quantos futuros praticantes de MTC com um curso "XPTO" serão capazes de fazer o que esses senhores, que são no fundo os pais fundadores da MTC em Portugal, fizeram? Sem esses pioneiros nós não estariamos aqui a discutir este assunto.

Em relação ao poder, o poder não é uma ameaça desde que esteja distribuído por representantes de diferentes grupos e quantos mais melhores.

E já agora esse grupo que seria automaticamente considerado habilitado não estaria acima da lei desde que a lei previsse o reconhcimento automático das habilitações de todos os que stivessem nessa situação. O truque aqui seria estabelecer os critérios.


Basicamente a minha ideia seria uma "fusão" das duas propostas com alguns retoques.
« Última modificação: Julho 01, 2009, 16:47:46 por JV »

 

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